Cronograma Reforma Tributária: Atualizado e impactos no ERP até 2033

Conteúdo

Conteúdo atualizado em 31 de agosto de 2026

Nota de atualização: conteúdos anteriores indicavam que os campos de cálculo fiscal da TES seriam desativados com a release 12.1.2610 e relacionavam essa mudança a junho de 2027. Essa informação foi atualizada. O roadmap atual aponta outubro de 2027, com a release 12.1.2710, como o marco previsto para a mudança do motor de cálculo. Já junho de 2028 representa o encerramento previsto do ciclo regular da 12.1.2610, versão que ainda permitirá o funcionamento híbrido.



A Reforma Tributária do Consumo já começou a produzir efeitos nos processos fiscais das empresas.

Em 2026, CBS e IBS entraram na fase de teste, os documentos fiscais eletrônicos passaram a receber novos campos e regras de validação e os sistemas de gestão precisaram ser atualizados para calcular, registrar e transmitir essas informações.

Para as empresas que utilizam o ERP Protheus, da TOTVS, o cronograma legal precisa ser acompanhado por um segundo calendário: o da atualização do ambiente, da implantação do Configurador de Tributos e da migração das regras fiscais mantidas na TES, nas exceções fiscais, nos parâmetros e nas customizações.

Isso não significa que toda a TES deixará de existir. A principal mudança está na forma como os tributos são calculados. Os campos necessários para integrar os processos de Faturamento, Compras, Estoque, Financeiro, Ativo Fixo e outros módulos continuarão sendo utilizados.

Em resumo: o que as empresas precisam saber agora?

  • Em 2026, CBS e IBS estão em fase de teste, mas suas informações precisam ser tratadas corretamente nos documentos fiscais e nas obrigações acessórias aplicáveis.
  • Os novos tributos devem ser configurados no Configurador de Tributos.
  • Não basta disponibilizar a rotina no sistema. O ambiente precisa estar atualizado, parametrizado e homologado.
  • O modelo baseado nos campos de cálculo fiscal da TES está em processo de descontinuação.
  • A TES continuará sendo utilizada em funções necessárias à integração entre os módulos.
  • A release 12.1.2610 ainda permitirá o funcionamento híbrido.
  • A previsão atual é que a release 12.1.2710, programada para outubro de 2027, torne o Configurador de Tributos o padrão para os cálculos fiscais.
  • O encerramento do ciclo regular da release 12.1.2610 está previsto para junho de 2028.
  • As datas relacionadas às releases são previsões de produto e devem ser confirmadas nos canais oficiais antes da execução de qualquer projeto.

Cronograma da Reforma Tributária de 2026 a 2033

O calendário abaixo apresenta as principais etapas da transição para CBS, IBS e Imposto Seletivo.

As porcentagens de 10%, 20%, 30% e 40% do IBS entre 2029 e 2032 representam etapas da transição em relação à alíquota de referência. Elas não devem ser interpretadas como alíquotas nominais aplicadas diretamente às operações.

AnoO que muda na legislaçãoImpacto esperado no ERP
2026Ano de teste da CBS, com alíquota de 0,9%, e do IBS, com alíquota de 0,1%. PIS, Cofins, ICMS, ISS e IPI continuam vigentes. A legislação prevê dispensa do recolhimento dos tributos de teste para os contribuintes que cumprirem as obrigações acessórias aplicáveis.O sistema precisa calcular CBS e IBS, registrar os valores e gerar as informações exigidas nos documentos fiscais. Configurador de Tributos, componentes fiscais, schemas e serviços de transmissão precisam estar atualizados.
2027 e 2028PIS e Cofins são extintos. A CBS passa a utilizar a alíquota de referência reduzida em 0,1 ponto percentual. O IBS utiliza 0,05% estadual e 0,05% municipal. O IPI tem alíquota reduzida a zero, com exceções relacionadas à proteção da Zona Franca de Manaus. O Imposto Seletivo entra em vigor conforme as hipóteses definidas em lei.A CBS deixa a fase de teste e passa a substituir PIS e Cofins. Regras, classificações, créditos, bases de cálculo e exceções precisam estar homologados no novo motor fiscal.
2029ICMS e ISS passam a 90% das alíquotas atuais. A transição do IBS corresponde a 10% da alíquota de referência.O sistema precisa conviver com os tributos antigos reduzidos e com a expansão do IBS, mantendo coerência entre cálculo, documentos, escrituração e apuração.
2030ICMS e ISS passam a 80%. A transição do IBS avança para 20%.As regras fiscais devem refletir as novas proporções e preservar a rastreabilidade dos cálculos.
2031ICMS e ISS passam a 70%. A transição do IBS avança para 30%.Bases, alíquotas, créditos, exceções e integrações precisam ser revisados novamente.
2032ICMS e ISS passam a 60%. A transição do IBS avança para 40%.O ambiente se aproxima da substituição integral, exigindo a revisão das regras remanescentes dos tributos antigos.
2033ICMS e ISS são extintos e o IBS entra integralmente no novo modelo. A CBS permanece com a alíquota de referência.O motor fiscal deve operar integralmente de acordo com a nova estrutura de tributação do consumo.

O que mudou nos documentos fiscais em 2026?

O ano de teste não deve ser confundido com um período sem obrigações operacionais.

Em julho de 2026, a Receita Federal e o Comitê Gestor do IBS publicaram um cronograma específico para a implementação dos documentos fiscais eletrônicos da Reforma Tributária.

Para documentos como NF-e, NFC-e, CT-e, CT-e OS, MDF-e e outros modelos relacionados no ato, o início da obrigatoriedade foi definido para 3 de agosto de 2026.

Para a NFS-e de serviços em geral, o cronograma estabeleceu 1º de outubro de 2026. Outros documentos e operações possuem datas próprias, que devem ser consultadas no calendário oficial.

Essas mudanças afetam diretamente os sistemas emissores. O ERP precisa formar as informações fiscais, enquanto os componentes responsáveis pela geração e transmissão dos documentos precisam reconhecer os novos leiautes.

O processo envolve:

  1. classificação da operação;
  2. definição da regra fiscal;
  3. cálculo de CBS e IBS;
  4. gravação das informações fiscais;
  5. formação do XML;
  6. transmissão ao autorizador;
  7. validação do documento;
  8. conferência da escrituração.

Por isso, a autorização de uma nota não deve ser o único critério de homologação. A empresa precisa conferir o cálculo, as bases, as alíquotas, os códigos de classificação tributária, os totais, o XML e a escrituração resultante.

O calendário dos documentos fiscais também informa que determinadas datas podem sofrer ajustes por necessidades técnicas ou operacionais. O acompanhamento dos canais oficiais continua sendo necessário durante toda a implantação.

O Configurador de Tributos precisa estar instalado?

A resposta mais precisa é que o Configurador de Tributos precisa estar disponível, atualizado, implantado e parametrizado.

Tratar a adequação apenas como uma instalação pode transmitir a ideia de que disponibilizar a rotina resolve o processo. Na prática, o cálculo correto depende de diversos elementos:

  • release do sistema;
  • pacotes fiscais aplicados;
  • atualização dos componentes de documentos eletrônicos;
  • schemas;
  • parâmetros;
  • cadastros fiscais;
  • classificação tributária;
  • regras de cálculo;
  • particularidades das operações;
  • testes e homologação.

CBS, IBS estadual, IBS municipal e Imposto Seletivo devem ser configurados no novo motor fiscal.

Dependendo da operação, o projeto pode envolver:

  • CST;
  • cClassTrib;
  • incidência;
  • base de cálculo;
  • alíquotas;
  • reduções;
  • diferimentos;
  • créditos;
  • regimes específicos;
  • tratamento por produto;
  • tratamento por cliente ou fornecedor;
  • origem e destino da operação;
  • exceções fiscais.

A empresa também precisa testar vendas, compras, devoluções, transferências, remessas, bonificações, notas complementares e outras operações que façam parte de sua rotina.

A TES será eliminada?

Não integralmente.

O que está sendo descontinuado é o uso de determinados campos da TES como base do cálculo fiscal. A rotina continuará exercendo funções necessárias à integração entre os módulos.

Entre os campos que podem permanecer estão aqueles relacionados a:

  • geração de duplicatas;
  • atualização de estoque;
  • entrega futura;
  • código fiscal;
  • poder de terceiros;
  • atualização do ativo;
  • TES de devolução;
  • remessa e retorno simbólico;
  • movimentação física;
  • transferência entre filiais;
  • condição de pagamento;
  • finalidade da operação.

Portanto, dizer simplesmente que “a TES será extinta” pode levar a uma interpretação incorreta.

A orientação mais adequada é:

A lógica de cálculo fiscal mantida na TES está sendo migrada para o Configurador de Tributos. Os campos necessários à integração dos processos continuarão ativos.

Essa diferença é importante para o planejamento técnico. Integrações e customizações podem consultar diretamente os campos da tabela correspondente. Por isso, cada ambiente precisa ser analisado antes da migração.

Qual é o roadmap atual do Configurador de Tributos?

O roadmap precisa separar três acontecimentos diferentes:

  • lançamento de uma release;
  • mudança funcional do motor de cálculo;
  • encerramento do ciclo regular de uma versão.

MarcoPrevisão atualO que representa
Release 12.1.2610Lançamento previsto para outubro de 2026A versão ainda permitirá o funcionamento híbrido, com o novo motor para os tributos da Reforma e regras legadas ainda mantidas no modelo anterior.
Release 12.1.2710Lançamento previsto para outubro de 2027Deverá tornar o Configurador de Tributos o padrão e descontinuar o uso dos campos de cálculo fiscal da TES.
Release 12.1.2610Encerramento do ciclo regular previsto para junho de 2028A versão que ainda permite o funcionamento híbrido chegará ao fim de seu ciclo regular, tornando necessária a atualização do ambiente.
TES após a transiçãoContinuidade dos campos de integraçãoOs campos necessários à comunicação entre os módulos continuarão fazendo parte do cadastro.

Outubro de 2027: mudança funcional prevista

O marco de outubro de 2027 não representa o desaparecimento completo da TES.

A previsão atual é que a release 12.1.2710 consolide o Configurador de Tributos como padrão para os cálculos e descontinue o uso dos campos de cálculo fiscal da TES.

Os campos utilizados para integrar os processos deverão continuar ativos.

Junho de 2028: fim previsto do ciclo regular da 12.1.2610

A release 12.1.2610 ainda permitirá o funcionamento híbrido durante seu ciclo.

Seu encerramento regular está previsto para junho de 2028. A partir desse marco, a empresa deverá estar preparada para atualizar o sistema e manter suas regras fiscais no novo motor.

É mais preciso utilizar a expressão “fim do ciclo regular” do que simplesmente “fim do suporte”. O fornecedor diferencia manutenção, recebimento de adequações legais, suporte técnico e eventuais condições de garantia estendida.

Como as datas são futuras, o calendário oficial precisa ser consultado novamente antes da definição do projeto.

Por que não esperar até 2027 ou 2028?

O funcionamento híbrido oferece um período adicional para a migração, mas não elimina o trabalho necessário.

Ao longo dos anos, a lógica fiscal de muitas empresas foi distribuída entre:

  • campos da TES;
  • TES inteligente;
  • exceções fiscais;
  • regras por estado de origem e destino;
  • natureza financeira;
  • cadastros de clientes e fornecedores;
  • cadastros de produtos;
  • parâmetros;
  • pontos de entrada;
  • customizações;
  • integrações que consultam diretamente a tabela fiscal.

Migrar esse conjunto exige levantamento, interpretação das regras, parametrização, testes comparativos e homologação.

Quanto mais próximo o projeto ficar da mudança funcional, menor será o tempo para identificar exceções, corrigir integrações e validar operações críticas.

Além disso, uma migração feita sob pressão tende a aumentar:

  • custo do projeto;
  • risco de paralisação;
  • retrabalho;
  • volume de correções;
  • dependência de intervenções emergenciais;
  • impacto sobre faturamento, compras e recebimento.

O objetivo não deve ser apenas copiar os campos antigos para uma nova rotina. É necessário identificar quais regras continuam válidas, quais precisam ser atualizadas e como os processos serão sustentados durante a transição tributária.

O que a empresa precisa fazer agora?

1. Confirmar a situação da release

A empresa precisa conhecer a versão atual do ambiente e sua posição no calendário de ciclo de vida.

Permanecer em uma versão sem manutenção regular pode impedir o recebimento de pacotes legais e atualizações necessárias para documentos fiscais.

2. Atualizar os componentes fiscais

A adequação pode envolver o sistema principal, o serviço de transmissão, schemas, repositórios, bibliotecas, dicionários e pacotes específicos.

Todos os componentes precisam ser compatíveis.

3. Parametrizar os novos tributos

CBS, IBS estadual, IBS municipal e Imposto Seletivo devem ser configurados conforme a aplicabilidade de cada operação.

A carga automática de tabelas pode acelerar o processo, mas não substitui a análise fiscal.

4. Homologar o fluxo completo

Os testes devem acompanhar o processo desde a entrada do pedido ou documento até a escrituração.

É necessário conferir:

  • cálculo;
  • base de cálculo;
  • alíquota;
  • CST;
  • cClassTrib;
  • gravação;
  • XML;
  • autorização;
  • devolução;
  • escrituração;
  • reflexos financeiros e contábeis.

5. Mapear o legado da TES

As regras ainda mantidas nos campos de cálculo fiscal precisam ser identificadas e documentadas.

Customizações e integrações que consultam esses campos também devem fazer parte do levantamento.

6. Criar um plano de migração

A empresa deve definir:

  • operações prioritárias;
  • responsáveis;
  • ambiente de homologação;
  • sequência das configurações;
  • critérios de aceite;
  • prazo para correções;
  • plano de entrada em produção;
  • estratégia de atualização da release.

Checklist de preparação

  • Confirmar a release atual e sua situação no ciclo de vida.
  • Verificar se o ambiente recebe os pacotes fiscais vigentes.
  • Atualizar os componentes responsáveis pelos documentos eletrônicos.
  • Atualizar os schemas aplicáveis.
  • Revisar os parâmetros relacionados à Reforma Tributária.
  • Importar ou atualizar a tabela cClassTrib.
  • Configurar CBS, IBS estadual, IBS municipal e Imposto Seletivo.
  • Mapear as regras fiscais mantidas na TES.
  • Identificar exceções, parâmetros e customizações.
  • Localizar integrações que consultam campos fiscais.
  • Testar vendas, compras, devoluções, transferências e remessas.
  • Conferir cálculo, gravação, XML, autorização e escrituração.
  • Envolver as áreas Fiscal, Contábil, TI e Operações.
  • Definir o plano de migração para o Configurador de Tributos.
  • Acompanhar notas técnicas e alterações nos calendários oficiais.

Perguntas frequentes

CBS e IBS já precisam ser calculados em 2026?

Sim, conforme a aplicabilidade da operação e do documento fiscal.

Embora 2026 seja um período de teste, as informações e obrigações acessórias precisam ser cumpridas corretamente. A dispensa de recolhimento prevista para o período está condicionada ao atendimento das obrigações estabelecidas na legislação.

CBS e IBS podem ser configurados diretamente na TES?

Não. Os novos tributos devem ser configurados no Configurador de Tributos.

Basta instalar o Configurador de Tributos?

Não.

A rotina precisa estar atualizada e parametrizada. Também é necessário atualizar os componentes de documentos eletrônicos e homologar o fluxo completo, do cálculo à autorização e à escrituração.

A TES deixa de existir na release 12.1.2610?

Não.

A release 12.1.2610 ainda permitirá o funcionamento híbrido. Além disso, a TES continuará mantendo os campos necessários à integração entre os módulos.

Os campos da TES serão desativados em outubro de 2026?

Não de acordo com o roadmap atual.

A previsão de outubro de 2026 corresponde ao lançamento da release 12.1.2610, que ainda permitirá o modelo híbrido.

O que está previsto para outubro de 2027?

A previsão atual é que a release 12.1.2710 torne o Configurador de Tributos o padrão para os cálculos fiscais e descontinue o uso dos campos de cálculo fiscal da TES.

Os campos necessários à integração dos processos deverão permanecer.

O que está previsto para junho de 2028?

Junho de 2028 representa o encerramento previsto do ciclo regular da release 12.1.2610.

Como essa versão ainda permitirá o funcionamento híbrido, a empresa precisa concluir a migração e planejar a atualização do ambiente antes desse marco.

Toda a configuração antiga será migrada automaticamente?

Não.

Ferramentas de carga podem acelerar a criação das regras, mas exceções, customizações, tratamentos fiscais e integrações precisam ser analisados e homologados.

Conclusão

O cronograma da Reforma Tributária segue até 2033, mas a preparação dos sistemas não pode ser deixada para o final da transição.

Em 2026, CBS e IBS já fazem parte dos testes operacionais e dos documentos fiscais. Em 2027, PIS e Cofins são extintos, a CBS avança e o Imposto Seletivo entra em vigor. Entre 2029 e 2032, ICMS e ISS são gradualmente reduzidos enquanto o IBS ganha participação. Em 2033, o novo modelo entra em vigor integralmente.

No ERP, a preparação envolve atualização de release, pacotes, schemas, componentes fiscais, parametrização, testes e migração das regras legadas.

A informação central deste roadmap é clara: a release 12.1.2610 não representa o desligamento do modelo híbrido em outubro de 2026. O marco funcional está previsto para outubro de 2027, com a release 12.1.2710, enquanto junho de 2028 representa o encerramento previsto do ciclo regular da 12.1.2610.

Mesmo depois da transição, os campos da TES necessários à integração entre os módulos deverão permanecer ativos.

Se a sua empresa ainda não mapeou suas regras fiscais ou precisa preparar o ambiente para as próximas etapas, conheça o projeto de migração da TES para o Configurador de Tributos e fale com a Atos Data.

Fontes e canais oficiais

As regras, notas técnicas e datas futuras podem receber atualizações. Antes de executar qualquer mudança, consulte os canais oficiais:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Tem alguma dúvida para nós? Entre em contato

    Descubra mais sobre Atos Data

    Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

    Continuar lendo