
Realizado nos dias 13 e 14 de outubro, no Expo Center Norte, em São Paulo, o Universo TOTVS 2026 reuniu conteúdos sobre gestão empresarial, inteligência artificial, indústria, pagamentos, automação de processos, infraestrutura tecnológica e Reforma Tributária. A programação oficial contou com mais de 300 conteúdos distribuídos entre palestras, demonstrações e apresentações de produtos.
Mais do que apresentar novas ferramentas, a edição mostrou uma mudança de direção no mercado de software empresarial. Os sistemas de gestão estão deixando de funcionar apenas como locais de registro para assumir um papel mais conectado à operação, aos pagamentos, à inteligência artificial e ao acompanhamento técnico dos ambientes.
Para as empresas, o desafio agora é entender quais anúncios podem gerar impacto real, quais ainda dependem de disponibilidade comercial ou documentação técnica e quais exigirão preparação dos ambientes atuais.
Em resumo: quais foram os principais destaques do Universo TOTVS 2026?
| Tema | O que foi apresentado | Possível impacto para as empresas |
| Inteligência artificial | Agentes especializados, copilotos e ambiente para criação de agentes | Automação de tarefas e apoio às decisões |
| Produção industrial | Integração entre máquinas, chão de fábrica e gestão | Mais visibilidade sobre produtividade, perdas e paradas |
| Vendas e relacionamento | CRM conectado ao WhatsApp e comércio conversacional | Atualização do funil e atendimento por um canal já utilizado pelos vendedores |
| Automação de processos | Desenvolvimento low-code e no-code | Digitalização mais rápida de formulários, aprovações e solicitações |
| Pagamentos | Plataforma integrada para cartão, Pix, boleto e links | Menos fornecedores e conciliação mais próxima da gestão |
| Reforma Tributária | Novos códigos, eventos fiscais e campos tributários | Necessidade de atualização, parametrização e testes |
| Observabilidade | Monitoramento de componentes, versões e latência | Mais visibilidade sobre a saúde do ambiente |
| Banco de dados | Nova alternativa baseada em PostgreSQL | Possível redução de dependência tecnológica, sujeita a roadmap e homologação |
| Inteligência comercial | Uso de IA dentro do CRM e dos processos empresariais | Menos atividades repetitivas e acesso mais rápido às informações |
Inteligência artificial deixa de ser apenas um assistente
A inteligência artificial ocupou uma parte importante da programação. O principal movimento foi aproximar os agentes inteligentes dos processos empresariais, permitindo que a tecnologia consulte informações, execute atividades e interaja com os sistemas utilizados pelas empresas.
A LYNN foi apresentada como uma base de inteligência artificial especializada no ambiente B2B. Diferentemente de uma ferramenta genérica de geração de textos, a proposta é trabalhar com agentes que conheçam processos, permissões e contextos empresariais.
Entre as aplicações apresentadas estão:
- consulta de informações;
- execução de tarefas;
- atualização de registros;
- apoio à tomada de decisão;
- automação de sequências operacionais;
- interação com sistemas de gestão;
- acompanhamento das ações realizadas pelos agentes.
A arquitetura divulgada também considera construção, orquestração e governança. Isso é importante porque uma empresa não precisa apenas criar um agente. Ela precisa controlar o que ele pode acessar, quais tarefas pode executar, quando uma pessoa deve aprovar uma ação e como cada decisão será registrada.
A página oficial da solução informa que os agentes podem ser aplicados a produtos de gestão, CRM, marketing, atendimento e análise de processos.
Empresas poderão criar agentes próprios
Um dos anúncios mais relevantes do Unvierso TOTVS 2026 foi o LYNN Studio, um ambiente que permitirá aos clientes desenvolver agentes relacionados aos seus próprios processos.
Segundo a apresentação realizada durante o encontro, a comercialização está prevista para começar em 2027. O ambiente deve reunir recursos de construção, orquestração e governança semelhantes aos utilizados pelas equipes internas do fabricante.
A proposta é permitir que cada empresa identifique uma tarefa repetitiva, determine as informações necessárias e configure um agente para executar ou apoiar aquele processo.
Entre os possíveis exemplos estão:
- consultar a situação de um pedido;
- acompanhar uma aprovação;
- localizar informações de clientes;
- atualizar registros;
- apoiar atividades logísticas;
- verificar pendências;
- organizar tarefas administrativas.
A principal recomendação apresentada foi começar pelo problema de negócio, e não pelo modelo de inteligência artificial. Primeiro, a empresa deve identificar a atividade, o tempo consumido e o resultado esperado. Depois, deve avaliar os dados e escolher a tecnologia.
Essa abordagem ajuda a evitar projetos de inteligência artificial que geram experimentação, mas não apresentam ganhos mensuráveis. A cobertura do anúncio informa que o ambiente está previsto para ser comercializado a partir do início de 2027.
CRM e WhatsApp ficam mais próximos
Outro movimento importante foi a aproximação entre CRM, inteligência artificial e WhatsApp.
O RD Station CRM já centraliza contatos, oportunidades, etapas do funil, atividades e informações comerciais. Com a evolução apresentada, vendedores podem interagir com o CRM pelo WhatsApp utilizando texto ou voz.
Entre as ações informadas estão:
- criar contatos;
- atualizar negociações;
- mudar oportunidades de etapa;
- consultar dados;
- registrar informações comerciais;
- acompanhar atividades sem abrir diferentes telas.
Na prática, o vendedor pode atualizar o funil pelo canal que já utiliza durante boa parte do dia. Isso tende a reduzir um problema comum nas operações comerciais: a negociação acontece, mas o CRM não é atualizado.
A documentação da estratégia de inteligência artificial descreve o recurso como um CRM acessível pelo WhatsApp, com comandos de texto e voz, especialmente útil para profissionais que trabalham em campo ou em movimento.
A Suri complementa esse cenário com recursos voltados ao atendimento, chatbots e comércio conversacional. A solução pode atuar na captação, no atendimento e na condução de interações realizadas pelo aplicativo de mensagens.
Uma das páginas de produtos informa que o ambiente conversacional possui integração nativa com o RD Station CRM e conexão com a plataforma Suri, além de aplicações em atendimento e vendas.
Para as empresas, o valor não está apenas em “vender pelo WhatsApp”. O benefício aparece quando conversa, oportunidade e histórico passam a participar do mesmo fluxo.
O que muda na rotina comercial?
A combinação entre CRM, canal de mensagens e inteligência artificial pode ajudar a resolver problemas como:
- oportunidades sem atualização;
- informações mantidas apenas no celular do vendedor;
- contatos que não chegam ao CRM;
- demora para registrar uma visita;
- dificuldade para consultar o histórico durante uma negociação;
- dependência de planilhas;
- perda de contexto entre atendimento e venda.
Entretanto, a empresa ainda precisa definir regras de acesso, responsáveis pelo cadastro, campos obrigatórios e critérios para movimentação do funil. A tecnologia reduz tarefas, mas não substitui a organização do processo comercial.
Desenvolvimento low-code e no-code ganha espaço
O Fluig apareceu dentro de uma tendência mais ampla de digitalização de processos com ferramentas low-code e no-code.
No-code permite construir determinadas aplicações e automações com pouco ou nenhum código. Low-code utiliza componentes visuais e configurações prontas, mas também permite desenvolvimento quando o processo exige maior personalização.
Essas abordagens podem ser utilizadas em:
- formulários;
- solicitações internas;
- aprovações;
- processos de compras;
- fluxos financeiros;
- rotinas de recursos humanos;
- abertura de chamados;
- gestão de documentos;
- portais;
- automações administrativas.
A documentação oficial apresenta o Fluig como uma plataforma para automatizar tarefas e workflows, integrar operações aos sistemas de gestão e centralizar solicitações, documentos e processos. Também destaca recursos de inteligência artificial e uma experiência atualizada para o desenho dos fluxos.
O ganho potencial está na velocidade de construção. Em vez de desenvolver uma aplicação completa para cada demanda interna, a empresa pode estruturar formulários e etapas utilizando componentes previamente disponíveis.
Ainda assim, low-code não significa ausência de governança. É necessário controlar:
- quem pode criar aplicações;
- quais dados serão acessados;
- como os ambientes serão separados;
- quem aprovará as alterações;
- como as integrações serão testadas;
- quem sustentará o fluxo depois da publicação.
Sem essa organização, a facilidade de criação pode gerar aplicações paralelas e processos difíceis de manter.
A indústria aproxima máquinas e sistema de gestão
O MES by PPI-Multitask representa uma das frentes mais relevantes para empresas industriais.
A solução atua como uma camada entre as máquinas do chão de fábrica e o sistema de gestão da produção. Sensores e coletores registram informações da operação, que podem ser utilizadas para acompanhar consumo de materiais, produtividade, qualidade, manutenção, paradas e perdas.
Entre os processos atendidos estão:
- controle de materiais;
- acompanhamento da produção;
- controle de qualidade;
- manutenção;
- alarmes;
- cadeia de ajuda;
- análise de indicadores;
- relatórios eletrônicos.
A documentação informa que os dados coletados podem ser enviados automaticamente ao sistema de gestão, conectando planejamento e execução. A solução também calcula indicadores como OEE, acompanha paradas e ajuda a identificar equipamentos produzindo abaixo do esperado.
Por que a integração do chão de fábrica é importante?
Uma indústria pode ter um planejamento detalhado, mas continuar dependendo de apontamentos em papel e lançamentos realizados depois que a produção terminou.
Nesse cenário, surgem problemas como:
- dados recebidos com atraso;
- divergências de inventário;
- dificuldade para localizar perdas;
- baixa visibilidade das paradas;
- demora para acionar a manutenção;
- diferença entre consumo previsto e realizado;
- ausência de indicadores atualizados;
- dificuldade para rastrear os materiais utilizados.
O MES aproxima o dado do momento em que o evento realmente acontece.
Se uma máquina para, a ocorrência pode ser registrada. Se o consumo de material diverge do planejado, a informação pode ser analisada. Se a produtividade cai, os responsáveis podem agir antes do fim do turno.
A documentação também informa que o ambiente pode ser executado em servidores próprios ou em nuvem e possui integração nativa com diferentes linhas de sistemas industriais, além da possibilidade de conexão com outras soluções por API.
Uma nova proposta para pagamentos integrados
A edição também marcou o anúncio de uma plataforma de pagamentos digitais integrada aos sistemas de gestão.
A proposta é reunir recebimentos por:
- cartão de crédito;
- Pix;
- boleto;
- links de pagamento;
- combinação de diferentes meios;
- parcelamento.
A solução foi apresentada como plug and play, com ativação simplificada e conciliação integrada. O objetivo é reduzir a necessidade de contratar separadamente diferentes fornecedores para processamento, antifraude, links e conferência dos recebimentos.
Segundo a cobertura do anúncio, a plataforma inclui:
- links de pagamento;
- parcelamento no cartão;
- pagamentos com múltiplos cartões;
- combinação de meios de pagamento;
- motor antifraude;
- painéis de vendas;
- acompanhamento da liquidação;
- conciliação bancária e fiscal.
A plataforma foi desenvolvida com parceiros especializados em infraestrutura e orquestração de pagamentos. A ativação anunciada ocorre dentro do próprio ecossistema de gestão, sem mensalidade fixa ou custo de implantação, com cobrança relacionada às transações realizadas. As condições devem ser confirmadas comercialmente para cada operação.
Qual é o impacto dos links de pagamento?
O link permite que uma empresa gere uma cobrança e a compartilhe com o cliente por e-mail, mensagem ou outro canal digital.
Esse recurso pode ser útil em cenários como:
- vendas realizadas por telefone;
- negociações conduzidas pelo WhatsApp;
- cobrança de parcelas;
- recuperação de pagamentos;
- atendimento remoto;
- pagamento de pedidos;
- cobrança de serviços.
Quando o link é gerado de forma isolada, a equipe ainda pode precisar localizar o pagamento e realizar a baixa manualmente.
Quando o pagamento participa do fluxo de gestão, existe a possibilidade de aproximar cobrança, título, liquidação e conciliação. O benefício não está somente em receber digitalmente, mas em diminuir a distância entre o pagamento efetuado e o registro financeiro.
A empresa deve avaliar taxas, prazos, meios disponíveis, regras de parcelamento, antifraude, chargebacks, estornos e aderência às rotinas utilizadas antes de decidir pela adoção.
Reforma Tributária avança para novas rotinas
As atualizações relacionadas à Reforma Tributária mostram que a adequação não se limita ao cálculo de IBS e CBS.
As mudanças também alcançam declarações, eventos fiscais, conciliação, ativos imobilizados e informações transportadas entre módulos.
Entre os pontos divulgados estão três evoluções importantes.
Manutenção dos códigos da DeRE
Foi disponibilizada uma rotina para manutenção dos Códigos de Tributos utilizados na DeRE.
A estrutura padroniza os códigos definidos pelo manual da declaração e facilita a configuração das informações exigidas para seu preenchimento e geração.
Essa alteração mostra que as empresas precisarão acompanhar não apenas as novas alíquotas, mas também as estruturas utilizadas nas obrigações e declarações.
A rotina deve ser analisada pelas equipes fiscal e de tecnologia, considerando:
- códigos utilizados;
- cadastros existentes;
- regras de preenchimento;
- origem das informações;
- necessidade de atualização;
- testes da geração.
Evento de imobilização de item
Também foi divulgado o evento 211130, Imobilização de Item.
Sua finalidade é comunicar ao Fisco que um bem adquirido por meio de Nota Fiscal Eletrônica foi incorporado ao ativo imobilizado da empresa.
O evento reforça a importância da comunicação entre compras, recebimento fiscal, patrimônio, contabilidade e gestão do ativo.
Para que o processo funcione corretamente, as informações do documento precisam chegar às etapas posteriores sem perda de rastreabilidade.
Conciliação e novos campos tributários
O Conciliador recebeu ajustes para considerar novos campos relacionados ao Configurador de Tributos.
Essa evolução amplia a aderência da conciliação às informações criadas para a nova estrutura tributária.
Na prática, isso significa que ferramentas complementares também precisam ser revisadas. Não basta configurar o cálculo e ignorar os processos que recebem, comparam, contabilizam ou conciliam os dados resultantes.
A adequação deve considerar:
- versão do ambiente;
- pacotes necessários;
- novos campos;
- integrações;
- documentos emitidos;
- rotinas financeiras;
- contabilização;
- relatórios;
- testes de ponta a ponta.
Por que essas alterações exigem testes integrados?
Uma regra tributária pode começar no cadastro, passar pelo pedido, participar do cálculo, ser gravada no documento fiscal e chegar ao financeiro, à contabilidade ou à conciliação.
Se apenas uma etapa for testada, a empresa pode considerar a atualização concluída mesmo que os dados não estejam chegando corretamente ao restante do processo.
Por isso, a homologação deve reproduzir cenários reais, incluindo:
- criação ou importação dos cadastros;
- utilização da regra fiscal;
- cálculo dos tributos;
- emissão do documento;
- autorização;
- gravação dos novos campos;
- geração dos registros financeiros;
- contabilização;
- conciliação;
- geração das obrigações.
As novas funcionalidades reforçam que a Reforma Tributária precisa ser tratada como um projeto de processo e tecnologia, e não apenas como uma alteração isolada do departamento fiscal.
Observabilidade ganha uma central própria
Outro destaque foi um hub tecnológico voltado à observabilidade e à administração da infraestrutura.
A interface centraliza informações sobre os componentes utilizados no ambiente e ajuda as equipes a identificar diferenças de versões, detalhes dos binários e problemas de comunicação.
Entre os recursos apresentados estão:
- central de conformidade;
- verificação das versões dos binários;
- consulta de informações dos componentes;
- monitoramento de latência;
- medições pontuais ou contínuas;
- atualização automática dos gráficos;
- exportação dos resultados para CSV.
A documentação oficial do hub tecnológico concentra as informações disponibilizadas sobre o recurso.
A observabilidade é especialmente importante porque um sistema pode estar disponível e, ainda assim, apresentar lentidão, componentes incompatíveis ou falhas intermitentes.
Com dados centralizados, as equipes de infraestrutura e sustentação podem investigar:
- se os serviços estão respondendo;
- se os binários estão alinhados;
- em qual ponto existe latência;
- quando o problema começou;
- quais máquinas foram afetadas;
- se a falha é localizada ou geral.
A cobertura técnica da apresentação também cita, como itens previstos no roadmap, atualização de binários em lote, atualização de arquivos de configuração e centralização de logs. Como são recursos de evolução, a disponibilidade deve ser confirmada na documentação antes de qualquer planejamento.
Novo banco de dados entra no radar
Entre os anúncios técnicos, também chamou atenção a apresentação de um novo banco de dados corporativo baseado em PostgreSQL.
Segundo a cobertura especializada do encontro, a proposta inicial está relacionada ao ambiente em nuvem e busca oferecer compatibilidade com aplicações atualmente executadas sobre SQL Server. O suporte a outros bancos aparece como parte de uma evolução posterior.
Esse anúncio pode ter impacto sobre:
- licenciamento;
- infraestrutura;
- administração do banco;
- estratégias de nuvem;
- performance;
- compatibilidade;
- customizações;
- procedimentos de backup;
- recuperação de desastres;
- ferramentas de monitoramento.
Entretanto, esse é um tema que exige cautela.
Até o fechamento deste conteúdo, ainda não foi localizada uma documentação pública completa com versões homologadas, requisitos, cronograma de disponibilidade, processos de migração e limitações.
Por isso, a novidade deve ser tratada como um direcionamento tecnológico, e não como autorização imediata para migrar uma base produtiva.
Antes de qualquer decisão, será necessário confirmar:
- disponibilidade comercial;
- produtos atendidos;
- versões homologadas;
- compatibilidade com customizações;
- ferramentas de conversão;
- requisitos de infraestrutura;
- procedimentos de rollback;
- suporte;
- estratégia de homologação.
O que os anúncios mostram em conjunto?
Apesar de tratarem de áreas diferentes, os destaques apontam para uma direção comum: o sistema de gestão está se tornando o centro de um ecossistema mais amplo.
Máquinas enviam informações da produção. O CRM se aproxima do WhatsApp. Plataformas low-code digitalizam processos. Pagamentos passam a participar da gestão. Agentes de inteligência artificial executam tarefas. Ferramentas de observabilidade monitoram os componentes técnicos. Novos campos tributários circulam por diferentes módulos.
Essa evolução aumenta as possibilidades de automação, mas também amplia a necessidade de governança.
Quanto mais conectado estiver o ambiente, mais importante será saber:
- qual sistema é responsável por cada informação;
- quem pode executar cada ação;
- como os dados serão protegidos;
- como as integrações serão monitoradas;
- quais versões são compatíveis;
- como os testes serão realizados;
- quem tratará as exceções;
- como as mudanças serão documentadas.
O que as empresas devem fazer agora?
Os anúncios não significam que todos os recursos precisam ser implantados imediatamente.
O primeiro passo é relacionar cada novidade aos problemas reais da operação.
Para empresas industriais
Avaliar a qualidade dos apontamentos, a visibilidade do chão de fábrica, as divergências de inventário, as paradas não planejadas e a integração entre produção e gestão.
Para equipes comerciais
Verificar se o CRM é atualizado, se as conversas ficam fora do processo, se os vendedores dependem de planilhas e se o WhatsApp pode ser conectado à gestão das oportunidades.
Para equipes financeiras
Mapear a geração de cobranças, os links de pagamento, os fornecedores envolvidos, a conciliação, os estornos e o tempo necessário para identificar os recebimentos.
Para equipes fiscais
Revisar versões, pacotes, códigos tributários, novos campos, eventos fiscais, obrigações e cenários de homologação relacionados à Reforma Tributária.
Para infraestrutura e sustentação
Avaliar a consistência dos componentes, o monitoramento de latência, os logs, as versões dos binários e as ferramentas atuais de observabilidade.
Para projetos de inteligência artificial
Começar por uma tarefa mensurável, definir o resultado esperado, identificar os dados necessários e estabelecer regras de acesso e aprovação.
Como a Atos Data acompanha essas mudanças?
A Atos Data acompanhou os conteúdos apresentados nesta edição e está organizando os possíveis impactos para os ambientes de seus clientes.
Nosso trabalho não se limita a divulgar o anúncio. Cada novidade precisa ser analisada considerando versão, arquitetura, módulos utilizados, integrações, customizações e processos reais da empresa.
A adoção pode exigir:
- diagnóstico do ambiente;
- levantamento técnico;
- atualização;
- parametrização;
- desenvolvimento;
- revisão das integrações;
- testes;
- homologação;
- capacitação;
- acompanhamento da entrada em produção.
A Atos Data continuará acompanhando as documentações, os pacotes e os cronogramas oficiais. Conforme os recursos forem disponibilizados, nossos especialistas poderão avaliar sua aplicação e orientar as empresas sobre o que realmente faz sentido para cada operação.
Conclusão
A edição deste ano reforçou que a transformação dos sistemas empresariais acontece em várias camadas ao mesmo tempo.
A inteligência artificial começa a executar tarefas dentro dos processos. O CRM chega ao canal utilizado pelos vendedores. A produção industrial envia dados diretamente das máquinas. Ferramentas low-code aceleram a digitalização. Pagamentos ficam mais próximos da gestão. A infraestrutura ganha observabilidade. E a Reforma Tributária exige que módulos e integrações compartilhem informações consistentes.
O valor dessas novidades não está apenas no lançamento de novas tecnologias. Está na capacidade de transformar cada recurso em um processo controlado, testado e aderente à operação.
É justamente nessa etapa entre o anúncio e a aplicação segura, que conhecimento técnico, metodologia e experiência prática fazem diferença.
