Atualização do TSS para IBS e CBS: pacotes, schemas e testes necessários

Conteúdo

atualização do TSS para IBS e CBS

Conteúdo atualizado em 10 de setembro de 2026.

A atualização do TSS para atender ao IBS e à CBS não se resume à troca de um arquivo ou à aplicação de um único patch.

Para que os documentos fiscais sejam calculados, gerados e transmitidos corretamente, diferentes camadas do ambiente precisam estar compatíveis: regras tributárias, pacote do ERP, rotinas de geração do XML, schemas, RPO do TSS, parâmetros e endereços dos serviços autorizadores.

A adequação envolve o Configurador de Tributos, os componentes responsáveis pela geração das novas tags e o TSS utilizado na transmissão dos documentos fiscais eletrônicos.

Por isso, a pergunta correta não é apenas “o TSS está atualizado?”, mas sim:

Todo o fluxo, do cálculo do imposto até a autorização do documento fiscal, foi atualizado e homologado?

Por que essa atualização se tornou urgente?

Segundo o fabricante, as validações obrigatórias em produção previstas na Nota Técnica 2025.002 entraram em vigor em 3 de agosto de 2026.

Para os contribuintes do Regime Normal, identificados pelo CRT igual a 3, o grupo det/imposto/IBSCBS passou a ser efetivamente validado nos documentos abrangidos pelo cronograma. Quando as informações obrigatórias não são enviadas, o documento pode receber a Rejeição 1115 IBS/CBS não informado.

A abrangência não deve ser generalizada para todos os contribuintes. Empresas do Simples Nacional, excesso de sublimite, MEI e operações com regras específicas precisam observar os cronogramas e as Notas Técnicas aplicáveis ao seu enquadramento.

A orientação oficial é acompanhar a documentação da linha do ERP, revisar os cadastros, conferir as parametrizações e realizar testes no ambiente de homologação antes de qualquer alteração em produção.

O que precisa ser atualizado?

A documentação oficial demonstra que a preparação possui diferentes componentes.

ComponentePapel na adequação
Pacote do ERPDisponibiliza rotinas, campos, parâmetros e tratamentos relacionados à Nota Técnica
Componente nfesefazParticipa da geração do XML e das novas informações fiscais
Expedição contínua fiscalEntrega ajustes do módulo fiscal e das versões mais recentes da Nota Técnica
Configurador de TributosCalcula IBS e CBS conforme os perfis e as regras definidos pela empresa
Schemas do TSSMantêm os arquivos de validação compatíveis com o leiaute vigente
RPO do TSSAtualiza as rotinas responsáveis pelo tratamento das novas tags
Pacote complementar do TSSAtende a ajustes específicos de determinadas versões da Nota Técnica
URLs do TSSAtualiza os endereços utilizados na comunicação com os serviços fiscais

Esses componentes cumprem funções diferentes. Atualizar somente um deles pode deixar o ambiente tecnicamente incompleto.

A documentação consolidada da Nota Técnica 2025.002 deve ser consultada imediatamente antes da intervenção, pois os pacotes são atualizados conforme novas liberações.

Quais pacotes eram indicados em 10 de setembro de 2026?

Na consulta realizada em 10 de setembro de 2026, a página oficial do fabricante apresentava a seguinte distribuição:

  • pacote-base para as releases 12.1.2310, 12.1.2410 e 12.1.2510, com as releases 2310 e 2410 condicionadas à garantia estendida;
  • patch e componente nfesefaz liberados em 3 de setembro de 2026, com fonte datada de 24 de agosto de 2026, para as releases 12.1.2310, 12.1.2410, 12.1.2510 e 12.1.2610;
  • patch fiscal de expedição contínua, datado de 28 de julho de 2026, para adequações da versão 1.40 nas releases 12.1.2310, 12.1.2410 e 12.1.2510;
  • pacote complementar do TSS para a versão 1.40 nas releases 12.1.2410 e 12.1.2510, além de um schema complementar.

A matriz não é idêntica para todos os componentes. A presença de uma release em um dos grupos não significa, automaticamente, que os demais pacotes sejam dispensáveis.

Por esse motivo, não é recomendável utilizar uma relação antiga de IDs de download ou reaplicar um roteiro utilizado em outro ambiente. A release, o nível de atualização, a garantia estendida e a versão da Nota Técnica precisam ser analisados em conjunto.

A mesma página orienta a criação dos parâmetros MV_CSTGXML e MV_RTC55 pelo configurador do ERP. Outros parâmetros relacionados às versões mais recentes também devem ser conferidos na documentação, sem copiar valores de outro ambiente sem análise.

Schema e RPO não são a mesma atualização

Essa é uma das diferenças mais importantes para compreender o processo.

Atualização dos schemas

Os schemas representam as estruturas utilizadas para validar o XML. Eles precisam reconhecer os grupos, campos e formatos previstos no leiaute fiscal vigente.

No procedimento geral, o fabricante orienta baixar o conjunto correspondente à release, copiar todo o conteúdo para a pasta de schemas da instalação do TSS e substituir os arquivos anteriores.

O procedimento completo está na página oficial de atualização dos schemas do TSS.

Atualização do RPO

O RPO contém as rotinas executadas pelo TSS. Para reconhecer e tratar as novas tags do IBS e da CBS, essas rotinas também precisam estar atualizadas.

A orientação geral do fabricante inclui:

  1. parar o serviço do TSS;
  2. baixar o RPO correspondente à release;
  3. localizar a pasta APO;
  4. realizar o backup do arquivo .RPO atual;
  5. substituir o arquivo pelo RPO atualizado;
  6. aplicar as demais atualizações indicadas;
  7. atualizar os schemas e as URLs do TSS.

A página de atualização do RPO do TSS informa que o RPO disponibilizado já contém o último patch acumulado. Isso evita a aplicação duplicada do pacote acumulado.

Entretanto, essa informação não elimina a necessidade de um pacote pontual ou complementar quando ele estiver expressamente relacionado à versão da Nota Técnica. Para a versão 1.40, por exemplo, a documentação consultada apresenta um pacote adicional do TSS e um schema complementar.

Qual é a ordem indicada para IBS e CBS?

Na documentação específica da Nota Técnica 2025.002, o fabricante apresenta esta ordem para o TSS:

  1. atualizar os arquivos de schema;
  2. atualizar o RPO do TSS;
  3. para a versão 1.40, aplicar o pacote complementar indicado após a substituição do RPO;
  4. incluir o schema complementar correspondente;
  5. conferir a atualização das URLs e os demais requisitos do ambiente.

O artigo geral sobre o RPO também solicita a atualização das URLs do TSS. Esse procedimento possui uma documentação oficial específica.

Como as orientações podem evoluir, a página da Nota Técnica vigente deve prevalecer na definição do roteiro utilizado em cada atualização.

É necessário verificar a release do TSS?

Sim. Antes de baixar qualquer pacote, a empresa precisa levantar:

  • release do ERP;
  • release do TSS;
  • build e data do RPO;
  • versão dos schemas;
  • últimos pacotes aplicados;
  • situação da garantia estendida;
  • arquitetura do ambiente;
  • existência de customizações relacionadas ao faturamento ou ao XML;
  • modelo de hospedagem do TSS.

Na orientação consultada, ambientes TSS na release 12.1.2410 sem garantia estendida devem ser migrados para a release 12.1.2510.

Para o TSS hospedado em nuvem, a documentação apresenta dois cenários:

  • em ambientes compartilhados, as atualizações são aplicadas automaticamente conforme as liberações;
  • em ambientes exclusivos, a empresa deve verificar a release e solicitar a migração ou atualização por meio de ticket.

Mesmo quando parte da infraestrutura é atualizada automaticamente, continuam sendo necessários os testes das regras fiscais, do XML e das operações da empresa.

Atualizar o TSS não configura o cálculo dos impostos

O TSS participa do tratamento e da transmissão dos documentos eletrônicos, mas não define sozinho como IBS e CBS devem ser calculados.

A documentação fiscal do fabricante orienta a parametrização dos códigos de Classificação Tributária no Configurador de Tributos. A solução permite importar a tabela oficial da Sefaz, reduzindo o risco de erros de digitação.

São apresentados dois cenários:

  • utilização integral do Configurador de Tributos, incluindo ICMS, IPI, PIS, COFINS, IBS e CBS, modelo recomendado pela documentação;
  • cenário híbrido, no qual IBS e CBS são calculados pelo Configurador e os tributos anteriores permanecem nas rotinas legadas durante o período de transição.

A escolha do cenário e a construção das regras precisam considerar produtos, operações, participantes, origem, destino, CST, cClassTrib, bases de cálculo, alíquotas e exceções existentes na empresa.

Na página oficial de configuração do cálculo de IBS e CBS, o fabricante informa que o exemplo apresentado deve servir apenas como base e recomenda validar a memória de cálculo com a equipe fiscal ou contábil.

O que os especialistas de Produto do fabricante destacam?

No Q&A oficial sobre a Reforma Tributária, as respostas relacionadas ao ERP são creditadas a Junea Caldeira e Camila Piloto Suardi de Oliveira, identificadas no material na área de Gerência Executiva de Produto.

Ao abordarem a substituição das classificações atuais e os impactos na contabilização, as especialistas destacam que:

“não é possível realizar uma automação integral deste processo via patch.”

A explicação é que não existe uma correspondência direta entre todas as classificações tributárias utilizadas atualmente e o novo modelo.

As especialistas também ressaltam que o Configurador de Tributos pode utilizar diferentes origens para disparar suas regras, como tipo de operação, grupos de produtos, grupos de clientes e NCM. Consequentemente, cada empresa precisa desenhar uma modelagem tributária aderente à sua operação e à estratégia fiscal definida com seus responsáveis.

A leitura prática dessa orientação é direta: o pacote resolve a compatibilidade técnica, mas não substitui o conhecimento sobre o processo da empresa.

Quais testes devem ser realizados?

O próprio fabricante recomenda utilizar o ambiente de homologação para identificar inconsistências antes que elas afetem a operação.

Com base nas orientações oficiais e na experiência de projetos, a Atos Data recomenda que a homologação contemple pelo menos os seguintes níveis.

1. Teste da atualização técnica

A equipe deve confirmar:

  • inicialização correta dos serviços;
  • versão esperada do RPO;
  • presença dos schemas atualizados;
  • aplicação dos pacotes e fontes necessários;
  • atualização das URLs;
  • comunicação entre o ERP e o TSS;
  • ausência de erros técnicos após a aplicação.

2. Teste da memória de cálculo

O resultado precisa ser conferido com as áreas fiscal e contábil, considerando:

  • CST do IBS e da CBS;
  • cClassTrib;
  • base de cálculo;
  • alíquotas;
  • reduções e tratamentos específicos;
  • valores por item;
  • totais do documento;
  • interação com ICMS, IPI, PIS e COFINS durante a transição.

Não basta o sistema apresentar algum valor. O valor precisa corresponder à regra tributária aplicável à operação.

3. Teste da geração do XML

O XML deve ser analisado para verificar:

  • existência do grupo IBSCBS;
  • preenchimento das tags por item;
  • CST e cClassTrib;
  • bases, alíquotas e valores;
  • totalização do documento;
  • referências em devoluções e notas complementares;
  • compatibilidade com o schema vigente.

A documentação direciona os usuários ao Validador de XML da NF-e disponibilizado pela SVRS.

O fabricante também esclarece que não controla esse validador. Se ele indicar uma falha de schema mesmo depois da autorização do documento, a recomendação é consultar a Sefaz responsável.

4. Teste de transmissão e autorização

A empresa deve transmitir documentos no ambiente de homologação e conferir:

  • retorno do autorizador;
  • tratamento das rejeições;
  • gravação do protocolo;
  • consulta do documento;
  • cancelamento;
  • inutilização, quando aplicável;
  • reprocessamento depois de uma rejeição.

O objetivo não é apenas conseguir autorizar uma nota, mas garantir que o ciclo completo funcione de maneira controlada.

5. Teste dos cenários reais da empresa

Uma única venda normal não representa toda a operação.

A matriz de homologação deve contemplar, quando aplicável:

  • venda dentro e fora do estado;
  • transferência entre filiais;
  • devolução de compra e de venda;
  • nota complementar;
  • bonificação;
  • remessa e retorno;
  • operações com benefícios ou reduções;
  • importação e exportação;
  • produtos e clientes com tratamentos específicos;
  • documentos referenciados;
  • operações com múltiplos itens;
  • diferentes classificações tributárias.

6. Teste de regressão

Também é necessário confirmar se a atualização não alterou indevidamente:

  • tributos anteriores;
  • contabilização;
  • escrituração;
  • integrações com sistemas externos;
  • impressão e armazenamento do XML;
  • relatórios fiscais;
  • pedidos, faturamento e devoluções;
  • customizações existentes.

Uma nota autorizada comprova somente que aquele XML passou pelas validações aplicadas naquele cenário. Ela não comprova que todas as regras tributárias e operações da empresa estão corretas.

Quais problemas podem indicar uma atualização incompleta?

Em uma análise inicial, alguns sintomas ajudam a direcionar a investigação:

  • valores aparecem no cálculo, mas as tags não chegam ao XML: verificar pacote do ERP, componente nfesefaz e integração com o TSS;
  • tags são geradas, mas ocorre rejeição de schema: verificar versão e instalação dos schemas;
  • XML possui a estrutura correta, mas os valores estão incorretos: revisar regras do Configurador de Tributos e a memória de cálculo;
  • uma operação funciona e outra não: ampliar a análise dos perfis, classificações e exceções;
  • ambiente de teste funciona, mas produção não: comparar release, RPO, schemas, parâmetros, customizações e pacotes;
  • serviço não inicia após a troca do RPO: validar compatibilidade do arquivo, procedimento de substituição e logs do TSS;
  • documento é autorizado, mas a integração posterior falha: revisar contabilização, escrituração, armazenamento e sistemas consumidores do XML.

Esses sintomas não substituem um diagnóstico técnico. Eles ajudam a mostrar em qual camada a investigação deve começar.

Como a Atos Data está acompanhando essas mudanças?

A Reforma Tributária é um projeto contínuo. Novas versões de Notas Técnicas, schemas, regras de validação, parâmetros e pacotes continuarão sendo publicadas.

A Atos Data vem acompanhando os canais oficiais, as atualizações do fabricante e os cronogramas dos órgãos fiscais para manter seus clientes informados, atualizados e operantes diante dessas mudanças.

Esse trabalho envolve:

  • levantamento das releases e componentes instalados;
  • avaliação da situação de suporte e garantia estendida;
  • identificação dos pacotes aplicáveis;
  • planejamento da janela de atualização;
  • preparação de backups e estratégia de retorno;
  • aplicação inicial em ambiente de homologação;
  • revisão das regras do Configurador de Tributos;
  • validação do cálculo com as equipes fiscal e contábil;
  • conferência dos XMLs;
  • construção da matriz de testes;
  • análise de customizações e integrações;
  • acompanhamento da entrada em produção.

O objetivo não é apenas instalar uma atualização. É reduzir o risco de descobrir, durante o faturamento, que uma operação importante não foi contemplada.

Para acompanhar as próximas etapas, consulte também o cronograma atualizado da Reforma Tributária.

Conclusão

A atualização do TSS para IBS e CBS precisa ser tratada como parte de um projeto maior.

Os pacotes tornam o ambiente tecnicamente compatível. Os schemas permitem validar a nova estrutura. O RPO atualiza as rotinas do TSS. O Configurador de Tributos determina como os impostos serão calculados. E os testes demonstram se tudo isso funciona corretamente nas operações reais da empresa.

Aplicar o pacote correto é necessário, mas não encerra o trabalho.

A segurança está na combinação entre documentação oficial, conhecimento técnico, participação das áreas fiscal e contábil e uma homologação capaz de reproduzir os cenários que sustentam a operação.

Fontes oficiais

As informações e a disponibilidade dos pacotes podem ser alteradas por novas expedições. Antes de qualquer atualização, consulte as versões vigentes das documentações oficiais e valide o procedimento aplicável ao seu ambiente.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Tem alguma dúvida para nós? Entre em contato

    Descubra mais sobre Atos Data

    Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

    Continuar lendo