O que esperar do ERP em 2026 (e por que este ano não é como os outros)

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protheus 2026

2026 não é apenas mais um ciclo de atualização

Para empresas que utilizam o ERP TOTVS Protheus, 2026 marca um ponto de inflexão. Diferentemente de anos anteriores, as mudanças previstas não se limitam a melhorias incrementais, correções de bugs ou ajustes pontuais de legislação. O que está em curso é uma transformação estrutural na forma como o Protheus lida com regras fiscais, arquitetura tributária e continuidade operacional.

Nesse contexto, decisões técnicas que antes podiam ser adiadas passam a ter impacto direto sobre risco fiscal, estabilidade do ERP e capacidade de evolução do sistema. Entender o que esperar do Protheus em 2026 é, portanto, uma etapa essencial para qualquer empresa que dependa do ERP como sistema central de gestão.

A evolução natural do ERP e o fim dos modelos legados

Historicamente, o Protheus sempre conviveu com camadas de legado. Essa característica permitiu que muitas empresas mantivessem operações estáveis por longos períodos, mesmo sem revisões estruturais profundas. No entanto, esse modelo começa a atingir seu limite.

Com a Reforma Tributária e a evolução das releases, o Protheus avança para um modelo mais estruturado, parametrizável e alinhado às exigências fiscais modernas. Como consequência, componentes legados deixam de ser apenas uma herança técnica e passam a representar um ponto de fragilidade.

Em 2026, esse movimento se intensifica. O sistema passa a exigir coerência entre regras fiscais, modelo operacional e arquitetura técnica. Ambientes que funcionam hoje, mas que se apoiam em soluções híbridas ou provisórias, tendem a apresentar riscos crescentes.

O impacto da Reforma Tributária vai além do fiscal

Um erro comum é tratar a Reforma Tributária como um tema exclusivamente fiscal. Na prática, seu impacto no Protheus é profundamente técnico e operacional.

Novos tributos, novas regras de apuração e novos modelos de cálculo exigem um ERP capaz de sustentar mudanças contínuas sem gerar retrabalho, inconsistência contábil ou dependência excessiva de ajustes manuais. Isso significa que a forma como o Protheus está configurado hoje influencia diretamente a capacidade da empresa de se adaptar amanhã.

Assim, 2026 consolida uma realidade: não basta atender ao mínimo exigido pela legislação. É necessário que o ambiente esteja preparado para evoluir junto com o sistema.

Ambientes híbridos: quando a solução temporária vira risco permanente

Nos últimos anos, muitas empresas adotaram arquiteturas híbridas no Protheus. Parte das regras fiscais foi modernizada, enquanto a outra parte permaneceu em estruturas legadas. Em um primeiro momento, essa abordagem trouxe conforto e menor impacto operacional.

No entanto, à medida que o Protheus evolui, o ambiente híbrido deixa de ser uma solução segura. Ele passa a gerar:

  • Retrabalho operacional
  • Dificuldade de auditoria
  • Divergências entre áreas fiscal, contábil e TI
  • Fragilidade em atualizações de release

Em 2026, a tendência é que esses problemas se tornem mais evidentes. O custo invisível de manter esse tipo de arquitetura começa a superar o custo da transição.

Decisões técnicas adiadas “cobram juros

Outro ponto central do cenário de 2026 é o fim da neutralidade das decisões técnicas. Manter o ambiente como está deixa de ser uma escolha neutra e passa a ser uma decisão ativa, com consequências mensuráveis.

Empresas que adiam revisões estruturais no Protheus tendem a enfrentar:

  • Projetos mais longos e complexos no futuro
  • Maior risco de paralisações durante atualizações
  • Dependência excessiva de correções emergenciais
  • Dificuldade em sustentar crescimento e novas integrações

Portanto, 2026 não é o ano da pressa, mas é o ano da consciência técnica.

O que, de fato, esperar do ERP em 2026

De forma objetiva, empresas usuárias do Protheus devem esperar:

  1. Maior rigidez estrutural: o sistema exige ambientes mais coerentes e alinhados às novas regras fiscais.
  2. Menor tolerância a soluções provisórias: arquiteturas híbridas tendem a gerar conflitos.
  3. Maior impacto das decisões técnicas: escolhas feitas agora influenciam diretamente custos e riscos futuros.
  4. Necessidade de visão integrada: fiscal, contábil e TI passam a atuar de forma ainda mais conectada.

Esses pontos não indicam uma ruptura abrupta, mas sim uma transição clara para um modelo mais maduro de uso do ERP.

Evoluir o ERP com segurança é uma decisão estratégica

É importante reforçar que 2026 não é sobre trocar sistemas ou reinventar operações. Trata-se de evoluir o Protheus de forma consciente, respeitando a complexidade do ambiente e evitando decisões reativas.

Empresas que encaram esse momento com planejamento tendem a reduzir riscos, ganhar previsibilidade e criar bases mais sólidas para integração, automação e crescimento.

Por outro lado, aquelas que ignoram os sinais de mudança correm o risco de enfrentar transições mais caras e menos controladas no futuro.

Conclusão

O Protheus de 2026 exige mais do que atualizações técnicas. Ele exige maturidade na forma como as empresas tomam decisões sobre seu ERP.

Entender o cenário, reconhecer os limites do legado e planejar a evolução do ambiente são passos fundamentais para garantir continuidade operacional, segurança fiscal e capacidade de adaptação.

Mais do que prever mudanças, 2026 convida as empresas a fazerem escolhas conscientes sobre o futuro do seu Protheus.

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