TES e Configurador de Tributos: guia completo sobre a transição fiscal na Reforma Tributária
O que mudou no ERP com a Reforma Tributária? A Reforma Tributária, iniciada em 2026, trouxe mudanças estruturais para empresas que utilizam o ERP TOTVS Protheus. A criação do IBS e da CBS não representa apenas a alteração de alíquotas, mas uma mudança profunda na arquitetura de cálculo tributário do sistema. Historicamente, o Protheus sempre utilizou o TES (Tipos de Entrada e Saída) como base para o cálculo de impostos. No entanto, com a Reforma Tributária, o Configurador de Tributos no Protheus passa a assumir o papel de motor fiscal principal. Por esse motivo, entender a relação entre TES e Configurador de Tributos no Protheus tornou-se essencial para a continuidade operacional e fiscal das empresas. O que é o modelo híbrido de tributos no Protheus? Atualmente, a maioria das empresas opera em um modelo híbrido de tributos no Protheus. Nesse modelo: Essa abordagem foi necessária para garantir continuidade no curto prazo. Contudo, é importante destacar que o modelo híbrido não foi projetado como solução definitiva. Existe um período de testes para o IBS e a CBS? Sim. A regulamentação da Reforma Tributária definiu um período oficial de testes e validações, válido para todas as empresas usuárias do Protheus. Durante esse período: Ou seja, o período de testes foi criado para permitir adaptação técnica, e não para postergar indefinidamente a migração do legado fiscal. Até quando vai o período de testes da Reforma Tributária? O período de maior flexibilidade vai até o primeiro dia do quarto mês subsequente à publicação da parte comum dos regulamentos do IBS e da CBS. A partir desse marco: Portanto, o período de testes existe, mas possui prazo definido. O TES vai deixar de existir no ERP? O TES não deixa de existir de forma imediata. No entanto, ele perde protagonismo técnico dentro do Protheus. De acordo com o roadmap do sistema, o Configurador de Tributos no Protheus se consolida como motor fiscal principal, enquanto o TES passa a ter um papel cada vez mais limitado. Manter regras complexas exclusivamente no TES tende a gerar retrabalho, dificuldades de atualização e limitações técnicas em releases futuras. Qual é a principal dificuldade das empresas na transição do TES? Na prática, o maior desafio não está em entender o Configurador de Tributos no Protheus. A principal dificuldade das empresas é migrar toda a lógica histórica construída no TES. Essa lógica envolve: Sem método, essa migração se torna lenta, arriscada e difícil de homologar. Por que adiar a migração do TES aumenta o risco? À medida que o período de testes avança, o tempo disponível para ajustes diminui. Além disso, projetos iniciados sob pressão tendem a ser mais caros e menos previsíveis. Por outro lado, empresas que utilizam esse período para mapear regras, testar cálculos em paralelo e estruturar a migração com antecedência reduzem riscos e ganham previsibilidade. Qual é a forma mais segura de migrar do TES para o Configurador de Tributos? A migração do TES para o Configurador de Tributos no Protheus deve ser tratada como um processo estruturado, e não como um evento pontual. Esse processo envolve: Dessa forma, é possível reduzir impactos operacionais e garantir maior estabilidade durante a transição. Como a Atos Data apoia a migração do TES? A Atos Data atua apoiando empresas que utilizam o Protheus na migração do TES para o Configurador de Tributos, combinando metodologia estruturada com carga automatizada de dados. Essa abordagem permite: Assim, as empresas conseguem aproveitar o período de testes como vantagem estratégica. Conclusão: como preparar o ERP para o novo cenário tributário A Reforma Tributária alterou de forma definitiva a arquitetura fiscal do Protheus. O período de testes oferece tempo para adaptação, mas exige planejamento. Mais do que configurar novos tributos, o desafio agora é migrar o legado do TES para o Configurador de Tributos no Protheus de forma estruturada, segura e previsível. Empresas que iniciam esse processo durante o período de testes reduzem riscos, ganham controle e preparam o ERP para evoluir de forma sustentável no novo cenário tributário.