Cronograma Reforma Tributária: Atualizado e impactos no ERP até 2033
Conteúdo atualizado em 31 de agosto de 2026 Nota de atualização: conteúdos anteriores indicavam que os campos de cálculo fiscal da TES seriam desativados com a release 12.1.2610 e relacionavam essa mudança a junho de 2027. Essa informação foi atualizada. O roadmap atual aponta outubro de 2027, com a release 12.1.2710, como o marco previsto para a mudança do motor de cálculo. Já junho de 2028 representa o encerramento previsto do ciclo regular da 12.1.2610, versão que ainda permitirá o funcionamento híbrido. A Reforma Tributária do Consumo já começou a produzir efeitos nos processos fiscais das empresas. Em 2026, CBS e IBS entraram na fase de teste, os documentos fiscais eletrônicos passaram a receber novos campos e regras de validação e os sistemas de gestão precisaram ser atualizados para calcular, registrar e transmitir essas informações. Para as empresas que utilizam o ERP Protheus, da TOTVS, o cronograma legal precisa ser acompanhado por um segundo calendário: o da atualização do ambiente, da implantação do Configurador de Tributos e da migração das regras fiscais mantidas na TES, nas exceções fiscais, nos parâmetros e nas customizações. Isso não significa que toda a TES deixará de existir. A principal mudança está na forma como os tributos são calculados. Os campos necessários para integrar os processos de Faturamento, Compras, Estoque, Financeiro, Ativo Fixo e outros módulos continuarão sendo utilizados. Em resumo: o que as empresas precisam saber agora? Cronograma da Reforma Tributária de 2026 a 2033 O calendário abaixo apresenta as principais etapas da transição para CBS, IBS e Imposto Seletivo. As porcentagens de 10%, 20%, 30% e 40% do IBS entre 2029 e 2032 representam etapas da transição em relação à alíquota de referência. Elas não devem ser interpretadas como alíquotas nominais aplicadas diretamente às operações. Ano O que muda na legislação Impacto esperado no ERP 2026 Ano de teste da CBS, com alíquota de 0,9%, e do IBS, com alíquota de 0,1%. PIS, Cofins, ICMS, ISS e IPI continuam vigentes. A legislação prevê dispensa do recolhimento dos tributos de teste para os contribuintes que cumprirem as obrigações acessórias aplicáveis. O sistema precisa calcular CBS e IBS, registrar os valores e gerar as informações exigidas nos documentos fiscais. Configurador de Tributos, componentes fiscais, schemas e serviços de transmissão precisam estar atualizados. 2027 e 2028 PIS e Cofins são extintos. A CBS passa a utilizar a alíquota de referência reduzida em 0,1 ponto percentual. O IBS utiliza 0,05% estadual e 0,05% municipal. O IPI tem alíquota reduzida a zero, com exceções relacionadas à proteção da Zona Franca de Manaus. O Imposto Seletivo entra em vigor conforme as hipóteses definidas em lei. A CBS deixa a fase de teste e passa a substituir PIS e Cofins. Regras, classificações, créditos, bases de cálculo e exceções precisam estar homologados no novo motor fiscal. 2029 ICMS e ISS passam a 90% das alíquotas atuais. A transição do IBS corresponde a 10% da alíquota de referência. O sistema precisa conviver com os tributos antigos reduzidos e com a expansão do IBS, mantendo coerência entre cálculo, documentos, escrituração e apuração. 2030 ICMS e ISS passam a 80%. A transição do IBS avança para 20%. As regras fiscais devem refletir as novas proporções e preservar a rastreabilidade dos cálculos. 2031 ICMS e ISS passam a 70%. A transição do IBS avança para 30%. Bases, alíquotas, créditos, exceções e integrações precisam ser revisados novamente. 2032 ICMS e ISS passam a 60%. A transição do IBS avança para 40%. O ambiente se aproxima da substituição integral, exigindo a revisão das regras remanescentes dos tributos antigos. 2033 ICMS e ISS são extintos e o IBS entra integralmente no novo modelo. A CBS permanece com a alíquota de referência. O motor fiscal deve operar integralmente de acordo com a nova estrutura de tributação do consumo. O que mudou nos documentos fiscais em 2026? O ano de teste não deve ser confundido com um período sem obrigações operacionais. Em julho de 2026, a Receita Federal e o Comitê Gestor do IBS publicaram um cronograma específico para a implementação dos documentos fiscais eletrônicos da Reforma Tributária. Para documentos como NF-e, NFC-e, CT-e, CT-e OS, MDF-e e outros modelos relacionados no ato, o início da obrigatoriedade foi definido para 3 de agosto de 2026. Para a NFS-e de serviços em geral, o cronograma estabeleceu 1º de outubro de 2026. Outros documentos e operações possuem datas próprias, que devem ser consultadas no calendário oficial. Essas mudanças afetam diretamente os sistemas emissores. O ERP precisa formar as informações fiscais, enquanto os componentes responsáveis pela geração e transmissão dos documentos precisam reconhecer os novos leiautes. O processo envolve: Por isso, a autorização de uma nota não deve ser o único critério de homologação. A empresa precisa conferir o cálculo, as bases, as alíquotas, os códigos de classificação tributária, os totais, o XML e a escrituração resultante. O calendário dos documentos fiscais também informa que determinadas datas podem sofrer ajustes por necessidades técnicas ou operacionais. O acompanhamento dos canais oficiais continua sendo necessário durante toda a implantação. O Configurador de Tributos precisa estar instalado? A resposta mais precisa é que o Configurador de Tributos precisa estar disponível, atualizado, implantado e parametrizado. Tratar a adequação apenas como uma instalação pode transmitir a ideia de que disponibilizar a rotina resolve o processo. Na prática, o cálculo correto depende de diversos elementos: CBS, IBS estadual, IBS municipal e Imposto Seletivo devem ser configurados no novo motor fiscal. Dependendo da operação, o projeto pode envolver: A empresa também precisa testar vendas, compras, devoluções, transferências, remessas, bonificações, notas complementares e outras operações que façam parte de sua rotina. A TES será eliminada? Não integralmente. O que está sendo descontinuado é o uso de determinados campos da TES como base do cálculo fiscal. A rotina continuará exercendo funções necessárias à integração entre os módulos. Entre os campos que podem permanecer estão aqueles relacionados a: Portanto, dizer simplesmente que “a TES será extinta” pode levar a uma interpretação incorreta. A orientação mais adequada é: A lógica de cálculo fiscal
Integração Mercos com ERP: como unir força de vendas e ERP
O vendedor registra um pedido, mas o backoffice precisa digitá-lo novamente. Antes de negociar, a equipe consulta preço, estoque, crédito e condições comerciais por mensagens ou ligações. Enquanto isso, gestores têm dificuldade para identificar clientes inativos, acompanhar a carteira e direcionar o time para as melhores oportunidades. Esses problemas não significam, necessariamente, que a empresa não possui dados. Muitas vezes, as informações existem, mas estão distantes de quem precisa utilizá-las para vender. A integração Mercos com Protheus aproxima a força de vendas da base operacional da empresa. Produtos, preços, estoque, clientes e regras comerciais podem seguir do ERP para o Mercos, enquanto os pedidos registrados pela equipe podem retornar ao sistema de gestão para validação, faturamento e continuidade do processo. O resultado é um fluxo comercial mais conectado, com menos redigitação e mais informação para o vendedor. Entretanto, os dados integrados, a frequência de sincronização e as validações precisam ser definidos de acordo com a operação de cada empresa. Em resumo: como funciona a integração entre Mercos e ERP? A integração cria uma comunicação entre o sistema de gestão e a plataforma comercial. De um lado, o ERP permanece como base de produtos, preços, estoque, crédito, clientes, faturamento e processos internos. Do outro, o Mercos organiza a rotina da equipe, a emissão de pedidos, a gestão da carteira, os indicadores comerciais e o e-commerce B2B. Na prática, o fluxo pode ser resumido em cinco etapas: Assim, o vendedor não precisa reconstruir fora do sistema as informações que já existem na empresa, e o backoffice deixa de repetir parte do trabalho já realizado durante a venda. Por que integrar uma força de vendas ao ERP? O ERP e o sistema de força de vendas cumprem papéis diferentes e complementares. O sistema de gestão sustenta a operação. Ele concentra cadastros, regras comerciais, estoque, crédito, pedidos, documentos fiscais e rotinas internas. No entanto, nem sempre oferece ao vendedor a experiência necessária para consultar dados, administrar a carteira e registrar pedidos durante o atendimento. O sistema de força de vendas aproxima essas informações da equipe comercial. Ele ajuda o vendedor a transformar dados em atividades, negociações e pedidos. Também oferece aos gestores uma visão mais organizada da carteira e do desempenho do time. Sem integração, porém, os dois ambientes podem formar ilhas de informação. É nesse ponto que surgem tarefas como: A integração reduz essa distância. O objetivo não é substituir o ERP pelo Mercos ou o Mercos pelo ERP, mas permitir que cada solução cumpra sua função dentro de um fluxo conectado. O que é o Mercos e como ele apoia a força de vendas? O Mercos é uma plataforma de vendas voltada a indústrias, distribuidoras e representantes comerciais. A solução reúne recursos para emissão de pedidos, gestão da carteira, acompanhamento da equipe, análise de resultados e vendas por meio de e-commerce B2B. O vendedor pode consultar produtos, atender clientes e registrar pedidos pelo computador, celular ou tablet. Já a gestão consegue acompanhar atividades e indicadores que ajudam a orientar a operação comercial. Entre as funcionalidades apresentadas pelo Mercos estão: Pedidos e força de vendas A equipe consulta informações comerciais e registra pedidos em um ambiente estruturado. Isso reduz a dependência de mensagens, anotações, e-mails e arquivos soltos para formalizar uma venda. Gestão da carteira de clientes Histórico, contatos, atividades e oportunidades ficam organizados para apoiar o acompanhamento comercial. Dessa forma, a carteira deixa de depender apenas da memória individual de cada vendedor. Positivação e retenção O acompanhamento de clientes ativos, novos e inativos ajuda a identificar mudanças no comportamento de compra. A equipe pode perceber quais compradores deixaram de fazer pedidos e planejar uma abordagem antes de perder o relacionamento. Curva ABC de clientes A Curva ABC ajuda a reconhecer quais clientes concentram maior participação no faturamento e quais apresentam espaço para crescimento. Essa leitura permite direcionar tempo e esforço comercial de forma mais estratégica. Gestão e análise de vendas O desempenho pode ser acompanhado por período, cliente, vendedor, representada ou linha de produtos. Com essa visibilidade, o gestor não precisa esperar o fechamento do mês para identificar desvios e ajustar a atuação da equipe. E-commerce B2B O canal digital permite que clientes consultem produtos, realizem recompras e façam pedidos com mais autonomia. O e-commerce B2B amplia as possibilidades de atendimento sem eliminar o relacionamento com os vendedores. Em conjunto, o Mercos direciona e acompanha a atividade comercial, enquanto o ERP mantém a estrutura operacional que sustenta a venda. Quais informações podem ser integradas entre Mercos e Protheus? O escopo varia conforme os processos, as regras comerciais e a arquitetura utilizada por cada empresa. Por isso, a lista definitiva precisa ser validada durante o levantamento técnico. Entre as informações que podem fazer parte do projeto estão: Grupo Exemplos de dados e processos Produtos Categorias, produtos, descrições e imagens Estoque e ofertas Saldos de estoque e promoções Preços Tabelas de preços e relação entre tabelas e produtos Condições comerciais Condições de pagamento e transportadoras Clientes Cadastros, segmentos e categorias de produtos por cliente Regras por cliente Tabelas de preços e condições de pagamento específicas Equipe Vendedores, usuários e liberação de carteiras Operação Pedidos, notas fiscais e títulos em atraso Fiscal Exceções fiscais e impostos aplicáveis ao pedido, conforme o projeto Essa amplitude não significa que todos os projetos precisam integrar todos os itens. Uma operação pode começar com produtos, clientes, preços, estoque e pedidos. Outra pode exigir regras específicas de carteira, crédito, condições de pagamento ou tributação. O desenho correto é aquele que contempla os dados necessários para a venda sem criar complexidade que não gere valor para o processo. O que segue do ERP para o Mercos? No sentido ERP → Mercos, a integração leva informações que ajudam o vendedor a consultar, negociar e registrar o pedido. Esse fluxo pode incluir: Com esses dados disponíveis no ambiente de vendas, a equipe reduz a necessidade de solicitar cada informação ao backoffice antes de concluir uma negociação. O que segue do Mercos para o ERP? No sentido Mercos → ERP, o principal fluxo
Conciliação de marketplaces: do repasse à baixa dos títulos no ERP
Uma venda foi aprovada no marketplace. O pedido seguiu para faturamento e o pagamento apareceu no relatório financeiro. No entanto, quando o valor chegou à conta, o título correspondente ainda permanecia em aberto no ERP. Em outro cenário, o depósito foi realizado com descontos de taxas, tarifas ou antecipações. Porém, o financeiro não conseguiu identificar com segurança quais vendas formavam aquele valor. Essas situações mostram que receber não significa, necessariamente, conciliar. A conciliação de marketplaces no ERP é o processo que relaciona vendas, pagamentos, repasses, títulos financeiros e valores efetivamente recebidos. O objetivo é confirmar se cada transação seguiu o fluxo esperado e identificar as exceções que exigem análise. Em resumo: como funciona a conciliação? O processo pode ser resumido em oito etapas: Portanto, a conciliação não compara apenas dois valores. Ela reconstrói a jornada financeira da venda. Por que conciliar marketplaces é um processo complexo? Uma operação de e-commerce pode envolver diferentes participantes: Além disso, uma mesma empresa pode desempenhar mais de uma função nessa cadeia. O Banco Central define uma instituição de pagamento como a pessoa jurídica que viabiliza serviços de compra, venda e movimentação de recursos dentro de um arranjo de pagamento. No entanto, marketplaces, gateways e adquirentes podem apresentar modelos operacionais diferentes. Por isso, a origem do arquivo e o papel de cada participante precisam estar claros antes da conciliação. Quem participa do processo? Participante Papel no fluxo Marketplace Registra a venda e pode centralizar pagamentos, taxas, cancelamentos e repasses Gateway Transmite e processa informações relacionadas ao pagamento Adquirente Processa transações realizadas por cartões e organiza a liquidação Instituição ou serviço de pagamento Viabiliza recebimentos e movimentações financeiras Provedor de arquivos Disponibiliza ou transmite dados usados na conciliação ERP Mantém pedidos, notas fiscais, parcelas, títulos e baixas Conciliador Relaciona os dados externos aos registros financeiros internos Essa separação ajuda a responder uma pergunta importante: Qual sistema possui a informação necessária para confirmar que o valor recebido corresponde à venda registrada? A resposta pode variar conforme o canal, o contrato e a estrutura financeira da empresa. Quais informações o Conciliador precisa relacionar? Para identificar uma transação, o sistema pode utilizar diferentes campos e referências. Entre os principais estão: Nem todas as interfaces apresentam os mesmos campos. Além disso, os nomes e os formatos podem mudar de um arquivo para outro. Por essa razão, a homologação do layout é uma etapa importante do processo. O que significa uma interface homologada? Uma interface homologada é uma origem de dados cujo arquivo, estrutura ou método de comunicação já possui tratamento conhecido pelo Conciliador. Isso significa que a solução está preparada para interpretar aquele padrão. Porém, homologação não significa que todos os projetos funcionarão sem configuração. A implantação ainda pode depender de: A Atos Data mantém listas públicas de marketplaces homologados, adquirentes e meios de pagamento homologados e provedores de serviços homologados. Quando uma interface não aparece nessas relações, é necessário analisar o arquivo e avaliar a viabilidade técnica. Como o arquivo de repasse entra no processo? O arquivo de repasse funciona como uma fonte externa de informações financeiras. Dependendo do canal, ele pode apresentar: Entretanto, não basta baixar qualquer relatório disponível na plataforma. O Conciliador precisa receber o arquivo no layout esperado. Um relatório com nome semelhante pode ter campos, separadores ou estruturas diferentes. Esse é um dos motivos pelos quais a escolha do relatório correto faz parte da conciliação. Relatório Amazon Seller: por que o layout correto importa? Para a operação Amazon Seller, a orientação técnica da Atos Data indica o acesso à área de repasses no Seller Central. O caminho apresentado é: Depois do download, deve-se verificar a presença do campo amount. Esse campo ajuda a confirmar que o relatório utiliza o layout esperado. Existe outro relatório V2 na área de pagamentos. No entanto, ele possui uma estrutura diferente e pode não ser reconhecido pelo mesmo processo de importação. Confira o procedimento para obter o relatório Amazon Seller. A escolha do V2 também acompanha uma mudança anunciada pela Amazon. A empresa informou que os relatórios XML e Flat File anteriores serão retirados em 11 de novembro de 2026. O Flat File V2 permanece como substituto para essas versões. Portanto, validar o layout é tão importante quanto conferir o período do relatório. Mercado Pago: Recebimentos ou Liberações? O Mercado Pago oferece diferentes relatórios para acompanhamento financeiro. A escolha depende da forma como a empresa utiliza a plataforma. Relatório de Recebimentos Esse relatório pode ser utilizado em operações nas quais o Mercado Pago atua principalmente como meio ou gateway de pagamento. Relatório de Liberações O relatório de Liberações apresenta as movimentações que formam o saldo disponibilizado na conta. Ele pode ser mais adequado quando a empresa utiliza o ecossistema financeiro do Mercado Livre, incluindo diferentes modalidades de venda e operação logística. Antes de gerar o arquivo, é importante conferir: A documentação do Mercado Pago recomenda o formato CSV com codificação UTF-8. Essas configurações ajudam a evitar problemas de leitura e interpretação. A Atos Data disponibiliza um passo a passo para geração do relatório do Mercado Pago. Como ocorre a identificação dos títulos financeiros? Depois da importação, o Conciliador precisa encontrar no ERP o registro correspondente à transação externa. Em uma operação integrada ao ERP Protheus, por exemplo, a rotina pode utilizar informações do pedido, da nota fiscal, da parcela e do título financeiro. O objetivo é responder: Quando as informações são compatíveis, a baixa pode seguir a regra configurada. Caso contrário, o registro aparece como pendência no relatório de conferência. O que é um título não identificado? Um título não identificado é uma transação presente no arquivo externo que não encontrou correspondência suficiente no ERP para a realização da baixa. Isso não significa, automaticamente, que o valor foi perdido. A pendência indica que o sistema não conseguiu comprovar a relação entre o pagamento e o registro financeiro interno. Por isso, o caso precisa ser investigado. Segundo a Central de Ajuda da Atos Data, existem três causas recorrentes. 1. Título gerado contra o consumidor final Em determinados modelos de conciliação,
SLA de suporte Atos Data: como funcionam os prazos e as prioridades
Resumo do SLA de suporte da Atos Data
De acordo com a política publicada na Central de Ajuda:
o atendimento deve ser iniciado em até três horas úteis;
chamados de severidade alta têm prazo de referência de até seis horas úteis;
chamados de severidade média têm prazo de referência de até 24 horas úteis;
chamados de severidade baixa têm prazo de referência de até 45 horas úteis;
consideram-se horas úteis o período das 9h às 18h;
a contagem ocorre de segunda a sexta-feira, exceto feriados;
o cliente precisa disponibilizar o acesso remoto necessário para a análise;
situações complexas podem exigir um plano de ação e um prazo adicional acordado com o cliente.
Como funciona um projeto de integração ERP: do planejamento ao suporte
Quando uma empresa avalia fazer um projeto de integração no Protheus, é natural concentrar a atenção no resultado final: pedidos entrando no ERP, estoques atualizados, títulos conciliados ou informações logísticas circulando automaticamente. Entretanto, o sucesso de um projeto de integração ERP não depende apenas da conexão técnica entre os sistemas. Antes do desenvolvimento, é necessário compreender os processos, delimitar o escopo, definir responsabilidades e estabelecer como cada fluxo será validado. Depois disso, ainda existem etapas importantes de instalação, parametrização, capacitação, testes, homologação, entrada em produção e suporte assistido. Sem essa estrutura, uma integração pode funcionar tecnicamente e, ainda assim, produzir um resultado inadequado para a operação. O sistema envia e recebe os dados, mas não respeita todas as regras fiscais, financeiras, comerciais ou logísticas da empresa. Neste artigo, apresentamos como a Atos Data estrutura seus projetos de integração, quais etapas antecedem o go-live e por que a metodologia, a senioridade da equipe e a participação do cliente influenciam diretamente o resultado. Por que um projeto de integração precisa de metodologia? Uma integração não atua de forma isolada. A informação recebida de uma plataforma pode afetar pedidos, estoque, faturamento, financeiro, fiscal, contabilidade, logística e atendimento. Por exemplo, importar um pedido de e-commerce não significa apenas criar um registro no ERP. O processo pode precisar identificar corretamente o cliente, o produto, a condição de pagamento, a tabela de preços, o estoque, o tipo de operação, a regra fiscal e a transportadora. Da mesma forma, uma integração financeira precisa fazer mais do que importar um valor. Ela deve relacionar transações, parcelas, taxas, comissões, repasses e ocorrências aos títulos existentes no sistema. Por isso, o projeto precisa conectar três dimensões: A metodologia organiza essas dimensões e cria pontos formais de validação. Assim, a empresa consegue acompanhar o que está sendo construído, quais informações ainda dependem de decisão e o que precisa ser aprovado antes da entrada em produção. As três etapas da metodologia da Atos Data Embora cada integração possua características próprias, a metodologia da Atos Data organiza o projeto em três macro-etapas. Etapa Objetivo principal Atividades Iniciação e planejamento Estruturar o projeto Alinhamento, definição da equipe, escopo, cronograma, kickoff, responsabilidades e gestão de mudanças Execução técnica Preparar e validar a integração Instalação, parametrização, cadastros, capacitação, testes, homologação, go-live e acompanhamento Encerramento Formalizar a conclusão Estabilização, documentação, reunião de encerramento e transição para suporte, quando aplicável Durante toda a jornada, uma camada de monitoramento e controle acompanha o cronograma, as atividades, as decisões, as mudanças e as dependências do projeto. Essa estrutura aparece nas páginas de integração com e-commerce e integração logística da Atos Data. Etapa 1: iniciação e planejamento O projeto começa antes da instalação da integração. Primeiro, as equipes precisam construir um entendimento comum sobre o cenário da empresa e o resultado esperado. Repasse e alinhamento do projeto A primeira atividade conecta as informações levantadas durante a etapa comercial à equipe que conduzirá o projeto. Nesse momento, a Atos Data analisa os objetivos apresentados, as plataformas envolvidas, as características do ambiente e os fluxos que fazem parte do escopo. O alinhamento também ajuda a identificar informações que ainda precisam ser detalhadas. Entre elas, podem estar regras comerciais, estruturas de produtos, cadastros, empresas e filiais, condições de pagamento, transportadoras, ocorrências financeiras ou tratamentos fiscais. Definição do escopo Um escopo claro precisa responder: Essas definições reduzem interpretações diferentes durante a execução. Além disso, ajudam a separar uma correção necessária de uma nova solicitação que amplia o projeto. Formação da equipe Depois de entender o cenário, a Atos Data define a equipe responsável pela condução do projeto. A gestão fica sob responsabilidade de gerentes de projetos certificados, que acompanham escopo, cronograma, dependências, riscos, comunicação e mudanças. A frente técnica conta com consultores seniores. A alocação considera a aderência do conhecimento de cada profissional ao desafio apresentado. Uma integração logística, por exemplo, exige conhecimento diferente de uma conciliação financeira, uma automação fiscal ou uma operação de fulfillment. Por isso, o consultor que assume a frente técnica precisa compreender tanto a integração quanto os processos afetados por ela. Essa combinação entre gestão e especialização técnica evita que o projeto seja conduzido apenas como uma sequência de tarefas de desenvolvimento. Construção do cronograma O cronograma organiza atividades, responsáveis, dependências e pontos de validação. Porém, ele não deve ser tratado como uma promessa genérica aplicável a qualquer empresa. O prazo pode variar conforme: Por isso, as páginas de integração da Atos Data apresentam jornadas de referência, mas o cronograma definitivo depende do levantamento e da prontidão do ambiente. Reunião de kickoff O kickoff marca o início formal do trabalho entre as equipes. Nessa reunião, as partes revisam objetivos, escopo, cronograma, participantes, canais de comunicação e responsabilidades. Também alinham os primeiros acessos e as agendas necessárias. Mais do que uma apresentação, o kickoff reduz ambiguidades. Ele garante que todos compreendam como o projeto será conduzido e quais entregas dependem da participação do cliente. Etapa 2: execução técnica e validação Depois do planejamento, o projeto avança para a preparação do ambiente e a configuração dos fluxos integrados. Instalação no ambiente de testes Sempre que a estrutura do projeto permitir, a equipe começa a instalação em um ambiente de testes ou homologação. Esse cuidado permite configurar e validar a integração sem interferir diretamente na operação em produção. Durante essa etapa, a equipe verifica acessos, versões, dependências técnicas, comunicação com as plataformas e condições necessárias para executar os primeiros cenários. Parametrização das rotinas A parametrização adapta a integração às regras definidas durante o levantamento. Dependendo do projeto, essa atividade pode envolver produtos, SKUs, clientes, preços, estoques, pedidos, títulos, condições de pagamento, transportadoras, empresas, filiais e outros registros. O objetivo não é apenas fazer os sistemas se comunicarem. A integração precisa interpretar os dados de acordo com a estrutura utilizada pela empresa. Cadastros e qualidade da informação Muitas falhas atribuídas à integração surgem, na verdade, de cadastros incompletos ou inconsistentes. Um produto pode possuir códigos diferentes. Uma filial pode estar associada ao canal incorreto. Uma condição de pagamento pode não encontrar correspondência no
Como reduzir divergências entre marketplace, adquirente e ERP
A venda aparece no marketplace. A transação foi aprovada. O pedido entrou no ERP. Ainda assim, quando o financeiro confere o repasse, os valores não fecham, há divergência no Marketplace. Esse cenário é comum porque o valor vendido nem sempre corresponde ao valor que a empresa receberá. Entre o pedido e a liquidação podem existir taxas, comissões, parcelamentos, fretes, antecipações, descontos, devoluções, estornos, retenções e chargebacks. Por isso, reduzir divergências entre marketplace, adquirente e ERP exige mais do que comparar o total vendido com o valor depositado. A empresa precisa relacionar cada venda aos eventos financeiros que aconteceram depois dela. Quando essa conexão não existe, o fechamento se transforma em uma investigação. A equipe acessa portais, baixa demonstrativos, cruza arquivos e procura manualmente a origem de cada diferença. Por que marketplace, adquirente e ERP apresentam valores diferentes? Marketplace, adquirente e ERP participam do fluxo financeiro, mas cada sistema enxerga uma parte diferente da operação. Origem O que registra O que pode alterar o valor Marketplace Pedido, comissão e demonstrativo de repasse Frete, tarifa, promoção, subsídio, devolução, penalidade e retenção Adquirente ou meio de pagamento Transação, parcela e agenda de recebimento Taxa, antecipação, cancelamento, estorno e chargeback ERP Venda, pedido, título e valor previsto Regras financeiras, baixas, ajustes e registros internos O marketplace parte do pedido e aplica suas regras para calcular o repasse. Já a adquirente parte da transação financeira e acompanha o valor até a liquidação. Por sua vez, o ERP registra a operação interna e aquilo que a empresa espera receber. Isso não significa que toda venda de marketplace precisa ser comparada diretamente com uma transação da adquirente. Em alguns modelos, o próprio canal intermedeia o pagamento e apresenta ao seller o valor líquido do repasse. Portanto, a conciliação deve respeitar o fluxo de cada canal. Forçar todas as vendas a seguirem a mesma regra pode criar novas inconsistências, em vez de resolver as existentes. Quais são as principais causas das divergências? Uma divergência nem sempre indica que alguém calculou um valor incorretamente. Muitas vezes, os sistemas apenas registraram momentos ou componentes diferentes da mesma operação. Diferença entre valor bruto e valor líquido O ERP pode registrar o valor integral da venda, enquanto o marketplace informa o repasse depois de descontar comissão, frete, tarifa ou campanha promocional. Nas operações com cartão, o valor liquidado também pode sofrer o desconto da taxa negociada com a adquirente. Se esses componentes não estiverem separados, uma cobrança prevista pode aparecer como uma divergência. Falta de um identificador em comum A mesma venda pode receber diferentes identificações ao longo do processo. O marketplace utiliza o número do pedido. O meio de pagamento utiliza o código da transação. Enquanto isso, o ERP cria um pedido e um título financeiro próprios. Sem uma chave que relacione esses registros, a equipe pode ter os três dados disponíveis e, ainda assim, não conseguir confirmar que pertencem à mesma operação. Diferenças de data A data da venda, a aprovação do pagamento, a geração do título e o repasse não ocorrem necessariamente no mesmo dia. Além disso, parcelamentos, finais de semana, prazos de entrega e regras de fechamento podem alterar a agenda. Dessa forma, uma comparação baseada apenas no período pode classificar como ausente um recebimento que ainda não venceu. Cancelamentos, devoluções e chargebacks Uma venda registrada corretamente pode sofrer uma alteração posterior. O cliente pode cancelar o pedido, devolver o produto ou contestar a cobrança. O problema aparece quando o evento chega a uma plataforma, mas não atualiza os demais registros. Nesse caso, o marketplace ou a adquirente reduz o repasse, enquanto o título continua aberto no ERP com o valor original. Antecipação de recebíveis A antecipação altera a data e o valor líquido da transação. Por isso, o recebimento pode não coincidir com a agenda inicialmente registrada no sistema. Se a conciliação considerar apenas a previsão original, o financeiro encontrará uma diferença mesmo que a adquirente tenha liquidado a operação de acordo com a antecipação solicitada. Regras diferentes por canal, CNPJ ou filial Cada canal pode aplicar tarifas, comissões e prazos próprios. Além disso, uma empresa com vários CNPJs ou filiais precisa garantir que os recebimentos sejam associados à estrutura correta. Quando o processo mistura essas regras, o total consolidado pode parecer correto, mas os títulos individuais continuam divergentes. Dependência de controles manuais Planilhas ajudam a organizar uma operação pequena. Entretanto, elas se tornam frágeis quando aumentam o número de canais, arquivos e ocorrências financeiras. Nesse cenário, a equipe passa a copiar informações entre sistemas, adaptar layouts e refazer fórmulas. Consequentemente, o controle paralelo se transforma em mais uma possível origem de diferenças. Como reduzir as divergências na prática? A redução das divergências começa antes da automação. Primeiro, a empresa precisa entender como os dados circulam e definir o que considera uma operação conciliada. 1. Mapeie todas as fontes de informação O primeiro passo é identificar onde nascem os dados usados no processo. Esse levantamento deve incluir: Esse mapeamento evita que a empresa automatize apenas uma parte da conferência e continue dependendo de planilhas para completar o processo. 2. Defina as chaves de conciliação A conciliação precisa de identificadores que permitam acompanhar a venda durante toda a jornada. Dependendo da operação, a correspondência pode utilizar: Uma única informação pode não ser suficiente. Por isso, o projeto pode combinar diferentes campos para localizar a operação correta com segurança. 3. Separe as regras de cartões e marketplaces Cartões e marketplaces podem fazer parte do mesmo ecossistema financeiro. No entanto, eles não devem receber exatamente o mesmo tratamento. Na conciliação de cartões, o ponto de partida costuma ser a transação. A análise considera parcelas, taxas, agenda de recebimento, antecipações e chargebacks. No marketplace, o ponto de partida normalmente é o pedido. A conferência envolve comissão, tarifa, frete, promoções, devoluções, retenções e repasse líquido. A empresa reduz divergências quando preserva as particularidades de cada fonte e, ao mesmo tempo, centraliza os resultados no ERP. 4. Integre os dados externos aos registros do ERP Baixar arquivos automaticamente não resolve todo o
Atos Data: integrações, automações e consultoria para operações complexas
Uma operação empresarial moderna raramente depende de um único sistema. Vendas, estoque, logística, pagamentos, documentos fiscais, atendimento e gestão financeira são distribuídos entre diferentes plataformas, cada uma com seus próprios dados, regras e formas de comunicação. E é ai que entram as integrações. O problema aparece quando esses ambientes deixam de conversar entre si. Pedidos precisam ser digitados novamente, os saldos de estoque ficam divergentes, as informações fiscais chegam incompletas, os repasses são controlados em planilhas e as equipes passam mais tempo corrigindo dados do que analisando a operação. É nesse cenário que atua a Atos Data. A empresa combina consultoria, engenharia de processos, desenvolvimento e integrções de sistemas para manter o ERP como núcleo confiável da operação. Sua experiência está concentrada em ambientes Protheus e nos processos de back-office que sustentam empresas de médio e grande porte, sempre com atuação independente e foco na realidade de cada negócio. Com mais de 10 anos de atuação, mais de 250 clientes atendidos, mais de 1.000 projetos entregues e mais de 95 integrações desenvolvidas, a Atos Data acumulou experiência em operações digitais, financeiras, fiscais e logísticas de diferentes níveis de complexidade. +10 anos de atuação +250 clientes atendidos +1.000 projetos entregues +95 integrações desenvolvidas Em uma frase A Atos Data conecta processos, plataformas e dados para fazer do sistema de gestão o centro estratégico da operação. Quem é a Atos Data? A Atos Data é uma consultoria independente que atua na implantação, evolução, sustentação, automação e integrações no ERP Protheus. O trabalho abrange desde o diagnóstico e o desenho dos processos até o desenvolvimento, a homologação, o go-live e a operação assistida. A empresa não se limita a desenvolver conexões isoladas entre plataformas. Cada projeto começa pelo entendimento de como a operação funciona, quais informações precisam circular, quais riscos devem ser controlados e como os sistemas podem trabalhar de maneira mais coordenada. Esse posicionamento une três competências complementares: conhecimento técnico e funcional do ERP, engenharia de processos e um ecossistema amplo de integrações. A combinação permite atuar em desafios que envolvem vendas, estoque, faturamento, fiscal, financeiro, logística, atendimento e canais digitais. Conheça também a página de consultoria e evolução de ambientes de gestão, onde a Atos Data apresenta sua atuação em implantação, reimplantação, sustentação e desenvolvimento. Integração começa pelo entendimento dos processos Uma integração tecnicamente funcional pode, ainda assim, produzir um resultado ruim quando não considera as regras do negócio. Por isso, a Atos Data avalia os fluxos antes de definir a arquitetura da solução. O levantamento busca compreender onde a informação nasce, quem a utiliza, quais aprovações existem, quais exceções precisam ser tratadas e quais impactos uma mudança pode gerar nas áreas fiscal, financeira, contábil, comercial e operacional. Essa etapa ajuda a evitar que a tecnologia apenas reproduza controles manuais ineficientes. Em vez de transportar um problema de uma planilha para dentro do ERP, o objetivo é redesenhar o fluxo e eliminar gargalos, retrabalhos e falhas de comunicação. A abordagem é detalhada na página de consultoria de processos, que apresenta o mapeamento de fluxos, a análise de gargalos e o desenho de oportunidades de automação. Um ecossistema com mais de 95 integrações Ao longo de mais de uma década, a Atos Data desenvolveu integrações para diferentes partes da operação empresarial. O objetivo central é manter o sistema de gestão como fonte principal das informações, enquanto as plataformas externas funcionam como canais conectados. Essa arquitetura reduz a duplicidade de dados, diminui a dependência de planilhas paralelas e melhora a rastreabilidade entre o que aconteceu no canal externo e o que foi registrado internamente. O portfólio reúne integrações para e-commerce, marketplaces, meios de pagamento, fulfillment, logística, WMS, força de vendas, CRM, portais e automações fiscais. A seguir, apresentamos as principais frentes de atuação e os fluxos que podem ser conectados. Integrações para e-commerce Em operações de comércio eletrônico, a integração precisa manter produtos, pedidos, clientes, preços, estoque, faturamento e status logístico alinhados entre a loja virtual e o sistema de gestão. A Atos Data possui experiência com plataformas como VTEX, Magento, Shopify, WooCommerce, Wake Commerce, Uappi e Tray. Dependendo do projeto, a conexão pode abranger produtos e SKUs, preços, condições de pagamento, estoque, pedidos, cálculo fiscal, faturamento, cancelamentos, trocas, devoluções, frete, etiquetas, rastreamento e fluxo financeiro. Quando esses processos estão integrados, o e-commerce permanece como canal de venda, enquanto o ERP concentra as regras e os registros que sustentam a operação. Isso reduz digitação manual, melhora a consistência do estoque e dá mais previsibilidade ao faturamento. Saiba mais na página de integração de e-commerce e no conteúdo sobre integrações com plataformas de comércio eletrônico. Marketplaces e hubs conectados à gestão A venda em marketplaces amplia o alcance comercial, mas também acrescenta regras de comissão, tarifa, promoção, cancelamento, estoque e repasse. Quando cada canal é controlado separadamente, a operação tende a acumular planilhas, arquivos e rotinas paralelas. A Atos Data já desenvolveu projetos envolvendo Mercado Livre, Amazon, Magalu, Shopee, Americanas/B2W, Olist, Plugg.to e ANYMARKET. Os fluxos podem incluir pedidos, faturamento, estoque, preços, promoções, comissões, tarifas, cancelamentos e conciliação financeira. A integração permite que a empresa trate os diferentes canais dentro de uma arquitetura coordenada. Assim, pedidos e ocorrências externas podem ser relacionados aos registros internos sem transformar cada marketplace em uma operação isolada. Fulfillment integrado ao sistema de gestão Modelos de fulfillment exigem atenção especial porque parte do estoque e da operação logística fica sob responsabilidade de terceiros. O ERP precisa continuar representando corretamente remessas, retornos simbólicos, notas externas, saldos, títulos financeiros e estoque em poder de terceiros. A Atos Data possui experiência com cenários como Mercado Livre Full, Amazon FBA, Magalu, Shopee, Unlock e Infracommerce. Os projetos podem envolver captura de XML por API, escrituração de notas externas, remessas, retornos, baixa de estoque, faturamento, títulos financeiros, parametrizações fiscais e conciliação de recebíveis e tarifas. Esse tipo de projeto combina integração técnica com conhecimento fiscal e operacional. Não basta saber que um produto saiu do estoque; é preciso registrar onde ele está, quais documentos foram emitidos e como cada evento deve impactar a
Cronograma da Reforma Tributária: datas, percentuais e impactos nos sistemas de gestão
A Reforma Tributária do Consumo entrou em uma fase decisiva em 2026. Desde 1º de janeiro de 2026, os contribuintes abrangidos pelas novas regras passaram a ter a obrigação de emitir documentos fiscais eletrônicos com o destaque individualizado da CBS e do IBS, conforme os leiautes e as Notas Técnicas aplicáveis a cada tipo de documento fiscal. ( Acompanhe todo o cronograma da reforma tributária 2026-2033) Na prática, porém, existe uma diferença importante entre a obrigação legal e a validação operacional. Durante os primeiros meses de 2026, a ausência dos campos relativos ao IBS e à CBS não causava, necessariamente, a rejeição automática dos documentos fiscais. A partir de 3 de agosto de 2026, esse cenário muda para as empresas do regime regular: documentos fiscais eletrônicos sem o preenchimento correto desses campos não deverão ser autorizados. Esse é o ponto mais urgente do cronograma da Reforma Tributária em 2026. Embora o ano ainda tenha caráter de teste, a adequação deixa de ser apenas uma preparação técnica e passa a ter impacto direto na operação. Uma falha no XML da nota pode interromper o faturamento, atrasar entregas e gerar retrabalho para as áreas fiscal, contábil, comercial e de tecnologia. Para empresas que utilizam sistemas de gestão, a adaptação não deve ser tratada apenas como uma atualização do emissor de notas. A Reforma Tributária exige revisão de cadastros, parametrizações fiscais, regras de cálculo, integrações, customizações e processos internos ligados à emissão de documentos fiscais. Em resumo: o que muda em 2026? O ano de 2026 foi definido como período de teste para os dois novos tributos sobre o consumo: a CBS, de competência federal, e o IBS, administrado de forma compartilhada entre Estados, Distrito Federal e municípios. Durante essa fase, as alíquotas de teste totalizam 1%, distribuídas da seguinte forma: Tributo Alíquota de teste em 2026 CBS 0,9% IBS 0,1% Total 1% Em 2026, a apuração possui caráter experimental e informativo. De acordo com as orientações da Receita Federal, o contribuinte que emitir os documentos fiscais ou declarações observando as normas vigentes ficará dispensado do recolhimento do IBS e da CBS nesse ano de teste. Isso não significa que as informações possam ser ignoradas. O destaque correto dos novos tributos nos documentos fiscais será necessário para alimentar os ambientes nacionais de apuração, validar os novos leiautes e preparar empresas, fiscos e fornecedores de sistemas para a cobrança efetiva nos próximos anos. Principais datas da Reforma Tributária em 2026 O cronograma de 2026 precisa ser entendido em etapas. A obrigação começou em janeiro, ganhou força nos ambientes de teste em julho e passa a ter efeito operacional relevante em agosto. 1º de janeiro de 2026: início da obrigação legal Desde 1º de janeiro de 2026, os contribuintes abrangidos pelas regras da Reforma Tributária devem emitir documentos fiscais eletrônicos com destaque da CBS e do IBS, individualizados por operação, conforme os leiautes definidos nas Notas Técnicas específicas. Entre os documentos fiscais eletrônicos relacionados pela Receita Federal estão NF-e, NFC-e, CT-e, CT-e OS, NFS-e, NFS-e Via, NFCom, NF3e, BP-e e BP-e TM. A própria Receita também informa que novos documentos, como NF-ABI, NFAg e BP-e Aéreo, terão datas de vigência definidas em documentação técnica específica. Portanto, a Reforma Tributária não afeta apenas a nota fiscal de venda de mercadorias. Ela alcança diferentes tipos de documentos fiscais e exigirá acompanhamento contínuo das Notas Técnicas de cada modelo. 1º de julho de 2026: fase de homologação para NF-e e NFC-e A Nota Técnica 2025.002, versão 1.40, publicada no Portal Nacional da NF-e, trata das adequações dos leiautes da NF-e e da NFC-e para inclusão dos campos e regras relacionados ao IBS, à CBS e ao Imposto Seletivo. No cronograma técnico, julho deve ser utilizado como fase crítica de testes. Para as empresas, isso significa validar cenários no ambiente de homologação, revisar cadastros fiscais, conferir o XML gerado pelo sistema e identificar possíveis rejeições antes da entrada das regras em produção. Essa etapa é especialmente importante porque muitas inconsistências só aparecem quando os cenários reais são simulados. Uma venda simples pode ser autorizada, enquanto uma devolução, uma bonificação, uma operação interestadual ou uma nota complementar pode apresentar erros de parametrização. 31 de julho de 2026: prazo interno recomendado para conclusão da adequação Embora o marco oficial mais relevante seja 3 de agosto de 2026, é prudente tratar 31 de julho de 2026 como prazo interno para que as empresas finalizem a preparação dos sistemas. Isso porque 3 de agosto cai como o primeiro marco operacional em produção, e as empresas não devem esperar a rejeição ocorrer para iniciar os ajustes. Até essa data, é recomendável que o ERP, o emissor fiscal, os componentes de transmissão, as integrações e as customizações estejam revisados. A empresa também deve ter validado os principais cenários em homologação e orientado as equipes envolvidas no faturamento. Esse cuidado reduz o risco de descobrir falhas somente quando a nota fiscal já estiver sendo transmitida em produção. 3 de agosto de 2026: início das validações em produção O principal marco operacional ocorre em 3 de agosto de 2026. Segundo comunicado do Comitê Gestor do IBS, a partir dessa data não será permitida a emissão de documentos fiscais eletrônicos sem o preenchimento dos campos relativos ao IBS e à CBS para empresas do regime regular. O próprio Comitê reforça que todos os documentos deverão conter os novos campos, incluindo a alíquota teste de 1%, composta por 0,1% de IBS e 0,9% de CBS. Também informa que essa obrigatoriedade passa a ser operacional e sistêmica, ou seja, documentos incompletos poderão ser rejeitados automaticamente. A forma mais clara de resumir a mudança é esta: A obrigação legal de informar IBS e CBS existe desde 1º de janeiro de 2026, mas a validação operacional que pode bloquear a autorização de documentos fiscais para empresas do regime regular começa em 3 de agosto de 2026. A regra de 3 de agosto vale para todas as empresas? A comunicação oficial do Comitê Gestor se refere às empresas do regime regular. Na
Conciliador para ERP: cartões e marketplaces integrados ao Sistema de Gestão
Empresas que procuram um conciliador para o Protheus geralmente enfrentam um problema semelhante: as vendas estão registradas no ERP, mas as informações necessárias para confirmar os recebimentos permanecem espalhadas entre portais, demonstrativos, arquivos e planilhas. O valor de uma venda nem sempre corresponde ao valor que será depositado na conta. Entre o pedido e o recebimento podem existir taxas, comissões, parcelamentos, antecipações, fretes, promoções, cancelamentos, devoluções, estornos e chargebacks. Quando cada uma dessas ocorrências precisa ser conferida manualmente, o fechamento financeiro se torna mais demorado e sujeito a divergências. O Conciliador de Cartões e Marketplaces da Atos Data foi desenvolvido especificamente para empresas que utilizam o Protheus. A solução conecta ao ambiente do ERP as informações disponibilizadas pelas adquirentes, pelos meios de pagamento e pelos canais de marketplace, permitindo relacionar vendas, pedidos, títulos, taxas e repasses dentro do fluxo financeiro da empresa. Entre as plataformas já contempladas pelo ecossistema de integrações da Atos Data estão: Cielo, Stone, Rede, Adyen, Getnet, SafraPay, Pagar.me, NuPay, Vindi e PagLeve. Para operações em marketplaces, a empresa já desenvolveu conexões com canais como Mercado Livre, Amazon, Shopee, Magalu, Americanas, Carrefour, Olist, Fast Shop, Netshoes, MadeiraMadeira, Decathlon, Pão de Açúcar, Westwing, Riachuelo, RaiaDrogasil e Giuliana Flores. A disponibilidade e o escopo de cada integração dependem das características do ambiente, das informações oferecidas pela plataforma e das regras financeiras utilizadas pela empresa. Em resumo: o conciliador relaciona as informações externas aos registros existentes no ERP, compara vendas e recebimentos, trata taxas e ocorrências financeiras e separa as divergências que precisam de análise. O que é um conciliador ERP? Um conciliador Protheus, no contexto de cartões e marketplaces, é uma solução que integra as informações financeiras dos canais de venda aos registros existentes no ERP. Seu objetivo é verificar se aquilo que foi vendido corresponde ao que está previsto para recebimento e ao valor que foi efetivamente repassado à empresa. Em uma operação com cartões, a conferência pode envolver o valor da transação, a quantidade de parcelas, a taxa aplicada, a agenda de recebíveis, as antecipações e eventuais cancelamentos ou chargebacks. Nos marketplaces, o processo costuma envolver o pedido, a comissão do canal, o frete, os descontos, os subsídios, as devoluções, as retenções e o valor líquido informado no demonstrativo de repasse. Sem uma integração, a equipe financeira precisa buscar essas informações em diferentes fontes e compará-las manualmente com pedidos, títulos e lançamentos registrados no sistema. O conciliador reduz essa dependência de controles paralelos e aproxima os dados dos canais externos do ambiente em que a empresa já acompanha sua operação financeira. Por que conciliar cartões e marketplaces dentro do ERP? Muitas empresas conseguem visualizar o valor bruto de suas vendas no sistema, mas não possuem a mesma clareza sobre o caminho percorrido até o recebimento. Uma venda pode ter sido aprovada, parcelada e registrada corretamente, mas ainda sofrer alterações até a liquidação. No caso dos cartões, pode haver antecipação, mudança na data prevista, estorno ou chargeback. No marketplace, o valor final pode ser alterado por comissão, frete, campanha promocional, devolução ou outra regra do canal. Quando essas informações permanecem fora do ERP, o financeiro precisa montar uma segunda visão da operação, normalmente baseada em planilhas. O processo passa a depender de tarefas como acessar portais, baixar demonstrativos, organizar diferentes formatos de arquivo, localizar pedidos, calcular descontos e depois registrar as baixas no sistema. Além de consumir tempo, esse modelo dificulta a rastreabilidade. A empresa sabe quanto vendeu, mas pode ter dificuldade para explicar por que recebeu determinado valor, quais taxas foram descontadas e quais operações ainda possuem divergências. A conciliação integrada busca resolver justamente essa desconexão entre a venda registrada e o recebimento financeiro. Como funciona o Conciliador da Atos Data? O funcionamento do conciliador começa com o recebimento das informações disponibilizadas pelas plataformas utilizadas pela empresa. Dependendo do canal, os dados podem ser obtidos por API, arquivo, relatório estruturado ou outro formato de integração. Como adquirentes e marketplaces possuem layouts e regras próprias, a forma de comunicação precisa ser avaliada durante o levantamento do projeto. Depois que os dados são recebidos, a solução procura relacioná-los aos registros existentes no ambiente. Essa correspondência pode considerar informações como o número do pedido, a identificação da transação, a parcela, o título financeiro, a data da venda e o valor registrado. A partir dessa associação, o conciliador compara o que estava previsto com o que foi informado pela plataforma. Nesse momento, podem ser analisados o valor bruto, as taxas, as comissões, as tarifas, os descontos, o valor líquido e a data do pagamento. Ocorrências que alteram a condição original da venda também precisam ser consideradas, como cancelamentos, estornos, devoluções, chargebacks, antecipações e retenções. Quando os dados correspondem às regras definidas para o projeto, o processo pode contemplar a baixa dos títulos e o registro das ocorrências financeiras relacionadas à operação. Quando existe alguma incompatibilidade, a operação é separada para análise. Uma divergência pode ocorrer, por exemplo, quando uma venda não possui repasse correspondente, quando a taxa cobrada é diferente da esperada, quando um pedido não é localizado ou quando o valor recebido não corresponde ao demonstrativo previsto. O objetivo da automação não é ocultar essas situações. Pelo contrário: é facilitar sua identificação para que a equipe financeira concentre sua atenção nas exceções. Qual é a diferença entre a conciliação de cartões e a de marketplaces? Os dois processos estão relacionados ao recebimento de vendas, mas utilizam informações diferentes. Na conciliação de cartões, o ponto de partida costuma ser a transação financeira. A empresa verifica se a operação foi autorizada, qual foi a forma de pagamento, quantas parcelas foram geradas, qual taxa foi aplicada e em que data o valor deverá ser liquidado. Também é necessário acompanhar eventos como antecipações, cancelamentos, estornos e chargebacks, pois eles podem alterar o valor ou a data do recebimento. Na conciliação de marketplaces, o ponto de partida normalmente é o pedido realizado no canal. Além do valor vendido, o financeiro precisa interpretar as regras utilizadas pelo marketplace para calcular o repasse. Essas regras podem
Implantação ERP: como planejar com segurança
Implantar um ERP exige muito mais do que instalar um sistema. Conheça as etapas do projeto, os riscos mais comuns e o que precisa ser validado antes da entrada em produção.